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Sou Tradutora (inglês/português) profissional, formada em Letras-Tradução pela Universidade Anhembi-Morumbi, atuando há mais de 20 anos no campo técnico e especialmente literário. Traduzi mais de 190 livros até o presente, entre romances, livros de negócios, de autoajuda, biografias, guias, trabalhando como freelancer para editoras renomadas. Também escrevo artigos, crônicas, textos em geral, e acabo de publicar o “Meu Próprio Livro”. I'm a professional Translator (English/Portuguese), with a Letters/Translation degree. I've been working for more than 20 years in the area, with technical and especially literary translation. I’ve translated more than 190 books up to now, among novels, business books, biographies, self-help books, guides, working as a freelancer for renowned publishers. I also write articles, chronicles, general texts, and I’ve just published my own book, called “Meu Próprio Livro”.

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Onde quer que você esteja, sinta-se em casa aqui!
Wherever you are, feel at home here.
Donde quiera que estés, te sientas en casa acá.

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São inúmeros aqueles que não são mais escritores aprendizes, mas todos somos aprendizes de escritores para sempre...
There are countless ones who are no longer apprentice writers, but we are all writers' apprentices forever...

domingo, 9 de setembro de 2012

Mulheres Comuns e Especiais


         A despeito de todos os padrões de moda, beleza, sofisticação e do que é de bom-tom, o fato é que nós, mulheres comuns, formamos a grande maioria. Somos comuns e especiais ao mesmo tempo, especiais para aqueles que nos amam, especiais para nós mesmas. Nos dividimos como esposas, mães, donas de casa e profissionais entre tantas outras coisas na nossa vida “multitarefas”, nos desdobrando entre os mil e um afazeres. E quer sejamos mães, avós, tias, primas, irmãs, amigas de qualquer idade, nacionalidade, credo, todas somos idênticas em algo: sim, somos mulheres comuns e especiais ao mesmo tempo. Todas nós temos sonhos, dormimos acordadas, choramos em filmes comoventes e nos identificamos com a mocinha das deliciosas comédias românticas.
     Adoramos tirar fotos do nosso melhor ângulo e nem ligamos se a luz está boa ou não; “nós” é que queremos estar o melhor possível na foto. Mimamos os nossos filhos, netos ou irmãos mais novos como corujas orgulhosas que somos. Cuidamos do nosso namorado, noivo ou marido e procuramos fazer o melhor por eles. Oh, como eles irritam as mulheres às vezes com as suas manias, apressando-as, não tendo paciência para acompanhá-las a uma loja, mas esquecendo da vida quando ficam entretidos nos seus passatempos favoritos.
      Enfim, naquela ocasião importante, você adora se produzir toda e leva horas diante do espelho, tentando tirar o máximo de recursos dos seus apetrechos, só que o cabelo... Droga, o cabelo, que ficou bom em todas as vezes que você testou o penteado diante do espelho, resolve simplesmente não cooperar muito de repente!
     Ou, então, você ajuda todo mundo a se arrumar para sair e só sobram míseros cinco minutos para si mesma. De qualquer jeito, a apressam e você acaba tendo até de pintar as unhas no banco do passageiro do carro, aplicando uma camada de esmalte em cada semáforo.
     Invariavelmente, sonhamos com os nossos galãs de cinema, suspiramos diante de um lindo pôr do sol e rimos à toa de uma piada boba. Vivemos preocupadas com os quilinhos a mais e juramos que vamos entrar em forma. Adoramos bater papo com as amigas e trocar receitas de bolo. Falamos todas orgulhosas dos filhos e lembramos com saudosismo e melancolia os bons conselhos dos pais.
     Ficamos aborrecidas quando não entramos naquela calça justa, mas nem ligamos se comemos uns dois ou três bombons. Amanhã a gente compensa fazendo um pouco de exercício a mais. Babamos olhando uma joia numa vitrine qualquer, mas o que nos faz felizes mesmo é uma linda bijuteria, dada com todo o carinho por uma amiga, um filho, ou o namorado. Resmungamos às vezes das tarefas de casa, mas adoramos deixar nosso lar um brinco, um recanto agradável e acolhedor onde podemos ser nós mesmas, mulheres tão comuns e especiais.
     Quase temos um treco quando aparece uma espinha no rosto, outra ruga, mais alguns fios de cabelo branco, mas logo pode vir alguém nos abraçar e fazer com que nada disso tenha importância. Ficamos apreensivas antes de abrir um exame, roemos as unhas de ansiedade, saltamos de pavor diante de uma simples e confusa barata, mas somos fortes como uma rocha diante das nossas adversidades. Nos afligimos com os problemas dos outros e procuramos ajudar, porque as nossas amigas também nos ajudam quando nos veem soluçando. Sabemos fazer sorrir, sabemos rir de nós mesmas. Falamos pelos cotovelos, interrompemos a todo instante, mas sabemos quando é a hora de ouvir os outros.
     Fazemos amigas em qualquer canto e lugar, contando nossa rotina diária numa fila de banco ou num consultório, dando dicas e conselhos umas às outras na feira, ou no mercado. Elogiamos a roupa ou o cabelo umas das outras quando percebemos que a nossa amiga está com a autoestima lá embaixo, porque somos amigas verdadeiras, sempre dispostas a encorajar as demais.
     Trocamos confidências e fazemos, sim, uma fofoca inocente, ou outra, porque talvez seja da nossa natureza feminina. Pois adoramos ficar tricotando. Tentamos imitar as revistas, desejando um pouco de glamour também, naturalmente, mas logo esquecemos isso e voltamos à nossa vida comum porque sabemos como ela, no fundo, é especial.
Porque nós somos mulheres comuns e, ao mesmo tempo, tão especiais.

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