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Sou Tradutora (inglês/português) profissional, formada em Letras-Tradução pela Universidade Anhembi-Morumbi, atuando há mais de 20 anos no campo técnico e especialmente literário. Traduzi mais de 190 livros até o presente, entre romances, livros de negócios, de autoajuda, biografias, guias, trabalhando como freelancer para editoras renomadas. Também escrevo artigos, crônicas, textos em geral, e acabo de publicar o “Meu Próprio Livro”. I'm a professional Translator (English/Portuguese), with a Letters/Translation degree. I've been working for more than 20 years in the area, with technical and especially literary translation. I’ve translated more than 190 books up to now, among novels, business books, biographies, self-help books, guides, working as a freelancer for renowned publishers. I also write articles, chronicles, general texts, and I’ve just published my own book, called “Meu Próprio Livro”.

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Onde quer que você esteja, sinta-se em casa aqui!
Wherever you are, feel at home here.
Donde quiera que estés, te sientas en casa acá.

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São inúmeros aqueles que não são mais escritores aprendizes, mas todos somos aprendizes de escritores para sempre...
There are countless ones who are no longer apprentice writers, but we are all writers' apprentices forever...

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Novas "Velhas" Manias de Pobre



     Costuma-se ver inúmeras postagens nas redes sociais e ainda alguns e-mails com aquelas já consagradas “Manias de Pobre”. Algumas são notórias, como “lamber a tampa do iogurte”, “fechar molho de tomate com um pregador”, “colocar palha de aço na antena da tevê”, “colocar água no restinho do xampu”, entre tantas outras. A mais recente reunião oficial da POBRES (Pobres Oprimidos Bastante Ressentidos E Sustentáveis) acaba de lançar uma atualização das “Manias de Pobre”, incluindo velhas manias que, embora estejam sendo incluídas em outras categorias como reciclagem, sustentabilidade, não podem ser esquecidas jamais!

- Esquentar pão velho na frigideira para comer com manteiga de manhã (Adoro!)
- Utilizar papel de presente usado quando é convidado para uma festa e tem que embrulhar presente para levar (Chama-se reciclagem agora.)
- Usar saquinhos plásticos do supermercado para lixo (É reciclagem, mas até isso tentaram tiraram de nós!)
- Espremer todo e qualquer tubo, não apenas o de pasta de dente, até o fim, até os dedos doerem de tanta força.
- Tirar foto de si mesmo com a inseparável maquininha, ou celular, em “tudo que é lugar”, até mesmo em fila de pronto-socorro. Chama-se selfie agora.
 - Tomar 3 conduções para “visitar” local de crime/tragédia/acidente de caso noticiado exaustivamente pela mídia.
 - Comprar 3 peças idênticas na liquidação (calçado, roupa, etc.), dizendo que, quando uma certa peça cai bem, é bom levar mais algumas por precaução.
- Pegar revistas no lixo dos vizinhos (Reciclagem!)
- Não perder uma única “sessão de amostra grátis” no supermercado, etc.
- Fazer compras da grife “Gente Morta” (brechós, bazares e afins).
- Viver oferecendo um dos rins (hipoteticamente) a torto e a direito, em especial quando está endividado.
- Levar para casa pacotinhos de bolachas dos laboratórios depois de fazer exames (Nem liga se alguém vê: mania de pobre. Preocupado com testemunhas: mania de perseguição).
- Guardar velas de aniversário da família inteira para anos posteriores, compondo as idades conforme o “estoque” de números (Muito prático!)
- Tirar foto com qualquer aspirante a famoso, além de segurança/funcionário/amigo de famoso.
- Reaproveitar embalagens de produtos como margarina, achocolatado, latas de leite, etc. para várias finalidades (Reciclagem!)
- Ainda nessa linha, fazer “conjuntinho” de copos com embalagens de vidro de requeijão, geléia, etc. (Juntá-los de qualquer jeito: mania de pobre. Fazer separação por tamanhos: mania de organização.)
- Encher garrafa reutilizável de água mineral com água do filtro, que é mais barata, para sair por aí. (Confesso.)
 - Viver dizendo que “Dinheiro não traz felicidade” (Só dinheiro não traz mesmo.)
- Tirar fotos da família (ou de si mesmo) ao lado de banners de famosos no shopping (Tenho uma.)
- Emendar palavras para falar mais rápido: “badapia” (embaixo da pia); “kikifoi” (O que é que foi/); “xaquetu” (deixa quieto), etc.
- Colocar açúcar no pão quando não tem um doce (Fazer o quê?)
- Acrescentar um pouquinho de água ao refrigerante para render mais.
- Tomar sol de biquíni na laje (Clássica.)
- Fazer churrasquinho na beira da piscina de plástico.
- Usar uma escova de dentes para limpar os cantos da casa (Escova velha, reutilizável, se tiver mania de pobre/ Escova nova se tiver mania de limpeza.)
- Homenagear pais/avós/tios com combinações criativas de nomes: Sandrinalva, Ricarelson, Ematilde, Sergilina...
- Ainda na categoria “nomes”, chamar gêmeos ou trigêmeos de nomes parecidos porque é chique... Mas confunde à beça. Veja o caso dos trigêmeos Roberto, Norberto e Alberto (Todos “Beto” para os íntimos.)
- Deixar para comprar aquele panetone recheado com sorvete, absurdo de caro, depois do Natal por R$ 5,50 (Eu assumo!)
- Não subtrair “suvenires” de hotéis de luxo, como roupões, toalhas e hidratantes, porque isso é mania de rico.
- Tomar café requentado e jurar que é porque não tem esse tipo de “frescura”, não (Assumo!)
- Assassinar a língua portuguesa sem dó, nem piedade (“eu si acho”; “para mim fazer”; “a gente vamos”; “duas rua e dois carro”...)

Afinal, "Pobreza pouca é bobagem!"

Que atire a primeira pedra preciosa quem nunca teve manias de pobre!

P.S: Quero enfatizar que sou totalmente a favor da reciclagem e acho que ela é de extrema importância para o bem atual e futuro do nosso planeta. Quanto àquela antiga e polêmica questão das sacolas plásticas dos supermercados, acho que toda a campanha para a preservação do meio ambiente é válida, necessária, e que as pessoas terão apenas de se acostumar com sacolas retornáveis (Quase sempre me esqueço de levar as minhas e acabo comprando mais...) Contudo, para que esse novo sistema (que acabou retrocedendo) possa alcançar o seu tão apregoado objetivo sustentável, todos os sacos de lixo fabricados (e sacolinhas) terão de ser biodegradáveis um dia, porque 90% das pessoas usam as sacolinhas de supermercado como sacos de lixo.
Ah, voltando às "Manias de Pobre", também não tenho nada contra nós, os pobres, não. Afinal, a gente é pobre, mas é limpinho!