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Sou Tradutora (inglês/português) profissional, formada em Letras-Tradução pela Universidade Anhembi-Morumbi, atuando há mais de 20 anos no campo técnico e especialmente literário. Traduzi mais de 190 livros até o presente, entre romances, livros de negócios, de autoajuda, biografias, guias, trabalhando como freelancer para editoras renomadas. Também escrevo artigos, crônicas, textos em geral, e acabo de publicar o “Meu Próprio Livro”. I'm a professional Translator (English/Portuguese), with a Letters/Translation degree. I've been working for more than 20 years in the area, with technical and especially literary translation. I’ve translated more than 190 books up to now, among novels, business books, biographies, self-help books, guides, working as a freelancer for renowned publishers. I also write articles, chronicles, general texts, and I’ve just published my own book, called “Meu Próprio Livro”.

Sobre o Blog / About the Blog - Link:

Onde quer que você esteja, sinta-se em casa aqui!
Wherever you are, feel at home here.
Donde quiera que estés, te sientas en casa acá.

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São inúmeros aqueles que não são mais escritores aprendizes, mas todos somos aprendizes de escritores para sempre...
There are countless ones who are no longer apprentice writers, but we are all writers' apprentices forever...

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Política da Boa Vizinhança

       PARTE I

     Por longos anos, morei no lugar onde Judas se perdeu, porque as botas ele já havia perdido bem antes de lá. Sei que existem lugares muito piores do que aquele; lamentavelmente todos já vimos seres humanos sendo submetidos a condições que de humanas não têm nada. Mas esse lugar acabou se tornando um dos piores de toda a galáxia para mim.
     Não faltam aqui personagens para esta história verídica, mas os principais são Diabinho, o cachorro da vizinha (nome trocado por questões éticas) e a própria vizinha. Felizmente, isso já faz um longo tempo e esqueci o nome da vizinha, mas o apelido carinhoso que eu usava para pensar nela _  e que empregarei no meu desolador relato _  é "Baranga" mesmo.
     Antes de chegarmos à parte de Diabinho e Baranga, que foram a gota d'água para me deixar com os nervos em frangalhos, quero dar um panorama geral do medonho cenário, de sua contribuição para quase me enlouquecer.
  A minha rua era sem saída. Ainda não sei onde ficava a colmeia, mas de uma coisa tenho certeza, a minha porta tinha mel. Num infeliz projeto de arquitetura, a minha casa tinha uns dez metros de frente por dez de lado; ou seja, um quadrado com bastante espaço para ser importunado na frente e sem nenhuma área de escape atrás. Até que a gente tinha uns vidros antirruído nas janelas... que de quase nada adiantavam, especialmente no calor.
     A molecada da rua inteira _ e das outras ruas _ resolvia empinar pipa bem na minha porta. A linha vivia enroscando na minha antena, as pipas caíam no quintal e, além de ter de interromper o trabalho a toda hora, havia um barulho infernal na calçada. Cheguei a um ponto tal de irritação que torcia para eles perderem as pipas. Mas eles apareciam minutos depois com outra pipa comprada na esquina por cinquenta centavos. Era uma das coisas que mais me deixavam inconformada.

     Por que as criaturas faziam tanto estardalhaço, subiam em muros e lajes, arriscando o pescoço, com o perigo de serem eletrocutadas na rede elétrica, se engalfinhando por causa de uma mísera pipa de cinquenta centavos? Aliás, tinha o tal do maldito cerol que cortava a minha mão às vezes. Garotada, nada de cerol. Todo mundo sabe que motoqueiros acabaram morrendo de maneira absurda com o pescoço cortado por uma linha com cerol. Assim, não custa nada procurarem lugares bem amplos e seguros para empinar pipa sem cerol, certo? Nada contra, desde que seja a quilômetros de distância de mim.
     Além dessa balbúrdia na porta, havia ELE... o piolho ruivo. Piolho era como eu chamava carinhosamente cada integrante da molecada em geral. O piolho ruivo tinha uma "banda" e tocava bateria duas casas depois da minha, na garagem aberta da frente, praticamente na calçada. Ele e sua banda eram desafinados como taquaras rachadas e eu, que adoro rock, peguei ódio de rock naqueles dias, daquele "rock". Eles tocavam quase todos os dias, especialmente nas tardes e noites de sábado e domingo, para desespero da vizinhança.
     Não adiantavam apelos dos mais dramáticos para que eles maneirassem, pois o piolho ruivo e sua gangue tripudiavam, faziam ainda pior, transformando nossos ouvidos em penico, cada vez adquirindo aparelhos e instrumentos mais potentes. Era dito e feito. Eu estava lá trabalhando, ou tentando descansar num sábado ou domingo e, de repente, ouvia... "Som, som..." Era o bastante para o coração disparar, a pressão subir, a tremedeira percorrer o corpo.
    A gente vivia saindo de casa para fugir do inferno quando possível, mas era inevitável chegar e os piolhos ainda estarem lá "tocando" e "cantando" no último volume. Sabem aquele barulho terrível? Esse mesmo. Bem, aguentei alguns anos até que, por vários fatores, acabamos mudando. Meu consolo é que o piolho ruivo, que eu saiba, não gravou nenhum CD até hoje, nem fez o menor sucesso. Não, eu não era vizinha do Simply Red. Garotada, querem ter banda de garagem e tudo mais? Ok, numa boa, mas forrem todas as paredes para o barulho não escapar, ou façam uma vaquinha e aluguem um lugar adequado. O piolho ruivo? Bem, ele mudou de cidade e sua banda se desfez cerca de uns dois meses depois que eu mudei de bairro.

 PARTE II
     Agora, claro, vamos ao nosso protagonista, Diabinho. Não sei o que era pior, a molecada com as pipas, a bateria ou o Diabinho, porém _ mais um consolo _ um, com certeza, infernizava o outro. Provavelmente, Baranga tomava algum calmante para não ouvir a bateria porque ela largava Diabinho no seu quintal de cinco metros de frente por dois e meio de lado (em vez de colocá-lo no seu imeeeeeenso quintal dos fundos), onde o bicho se esgoelava de tanto latir e ela não fazia nada. Diabinho latia dia e noite na casa ao lado como se estivesse com o diabo no corpo.
     Telefonamos (anonimamente, pois Baranga era ignorante e, com ela, "não tinha conversa"), reclamamos dos latidos estridentes e incessantes, falamos das noites de insônia até o despertador tocar às cinco e meia, mentimos alegando doença na família, imploramos... mas nada. Impassível, Baranga ia dormir no seu quarto nos fundos da casa, embalada talvez por seu calmante, e deixava Diabinho se esgoelando no quintalzinho da frente.
     No inverno, umas três células minhas quaisquer se compadeciam de Diabinho, espremido no fundo da pequena casinha, trêmulo de frio sob a noite gelada, naquela quintal da frente, e eu torcia para o bicho não contrair uma pneumonia... Mas admito que eu tinha o desejo secreto de que Diabinho desaparecesse. Ele corria desembestado pela rua e sumia por um dia ou dois... mas sempre voltava para casa. A cachorra que pertencia à vizinha da frente, que era um doce de tão meiga e silenciosa, sumiu assim de vez um dia. Mas Diabinho não. Estava sempre firme e forte lá. E a fina que os carros tiravam dele quando corria rua abaixo! As três células até que tinham pena, mas algo malévolo dentro de mim... bem, deu para entender.

     Às vezes, pensávamos em colocar Diabinho no porta-malas e levá-lo para outra parte da cidade. Um bairro nobre até, por que não? Onde seria melhor tratado e teria suas regalias. Mas e a coragem? Afinal, não tínhamos esse direito. Não sei de onde o pequeno Diabinho tirava tanto fôlego... e Baranga tanto sadismo..., mas o bicho latia "non-stop". Aquele ruído infame já estava gravado no meu ouvido. Era traduzindo os meus livros, assistindo tevê, fazendo as refeições, tentando dormir à noite, regando as plantas... regando as plantas, então, parecia que o maldito estava dentro dos vasos. O fato é que o ser humano tem limite. Eu já estava com os nervos acabados, pensando seriamente em me mudar dali com a família àquela altura.

     Chegamos a um ponto em que odiávamos meses de férias, dias ensolarados, horário de verão; torcíamos para que chovesse no fim de semana para a molecada dar sossego, para acabar a luz e não ter a bateria e para que Baranga se divertisse com Diabinho na Praia Grande. Mas Diabinho atormentou tanto que um dia revolvi tomar uma atitude drástica. Eu já não estava mais raciocinando direito, o estresse consumia cada pedacinho do meu ser.

Pensei cá com os meus botões. Vou dar um susto na Baranga. Só assim ela vai se arrepender de não ter colocado o "infernífero" Diabinho para viver no distante quintal dos fundos.
     Sabem, isso não é do meu feitio. Até me considero uma boa pessoa, de ótima índole, etc., mas, como já mencionei em alguma parte deste blog, ninguém é de ferro, a não ser o Homem de Ferro. E eu adoro cães; sério. Tive os meus, tive gatos, uns três peixinhos. Adoro bichos, natureza. Enfim... Mas eu tinha de agir, ou iria enlouquecer.
    Só recomendo que ninguém faça isso. É perigoso para todos os envolvidos. Lá estava eu de madrugada, tentando dormir... e era como se a peste esganiçada estivesse latindo dentro do meu quarto. Então, desesperada, exausta, tive a idéia. Fui até a geladeira e peguei uma bolinha de carne moída congelada do freezer acima. Depois, com o coração disparado, saí na pontinha do pé para o meu quintal, de camisola, me guiando apenas pela iluminação da rua. Meu portão fez um barulho danado, apesar de todo meu cuidado para destrancá-lo. Esperei, sorrateira, a bolinha gelando na minha mão suada, o coração ameaçando sair pela boca. Pensei comigo mesma: "Agora, a peste vai parar de encher de uma vez por todas".
    Certificando-me de que ninguém tinha ouvido o barulho do portão, saí para a calçada de fininho e me aproximei do portão da Baranga... Diabinho estava lá... latindo como sempre, mas parou quando me viu. Ele até que gostava de mim, não percebia as minhas "vibes" negativas. No momento em que atirei a bolinha de carne congelada para ele, um garoto passou pela rua deserta. Pensei: "Pronto, agora ferrou!" Mas ou ele não entendeu nada, ou pensou que eu fosse um fantasma de camisolão no meio da madrugada, mas o fato é que não me denunciou mais tarde. Para dizer a verdade, nem vi direito quem era.
Agora, vamos à bolinha de carne congelada...
     Em primeiro lugar, quero ressaltar que é uma coisa hedionda envenenar um animal. Jamais façam isso. Os animais não têm culpa da estupidez de alguns donos. Acredito que tudo o que um animal de estimação faz de errado é culpa do dono que não o ensina adequadamente. Outro apelo que faço é que os vizinhos sejam mais cordiais, compreensivos e respeitosos uns com os outros. Ninguém é obrigado a suportar o barulho absurdo do outro. Todo mundo é livre desde que respeite o espaço de seu semelhante. Nosso lar é o nosso reduto, o nosso cantinho para descansar ou até trabalhar, curtir a família, receber nossas visitas; nosso lar é o nosso santuário e como tal deve ser respeitado.
Mas voltando à bolinha de carne congelada... A bolinha de carne não estava envenenada. Não continha nada de errado. Era apenas carne moída que eu guardava no freezer para uso na cozinha.

     O meu "raciocínio" naquele instante de tormento foi o seguinte: "Baranga verá a bolinha de carne moída no quintal de manhã e pensará que alguém tentou envenenar Diabinho. Assim, não o deixará mais no quintal da frente, tão exposto e vulnerável. Vai levá-lo para o enorme quintal dos fundos, onde os latidos ficarão abafados e talvez ele resolva nem latir tanto, pois poderá saltitar lá alegremente em todo aquele espaço (ela não queria limpar as necessidades do "diabrete" no quintal enorme)".
     E, cá para nós, acho que o bicho passava fome. É, acho que também latia de fome. Na minha ingenuidade, atirei a bolinha congelada para Diabinho no meio da madrugada. O garoto estranho passou direto pela rua, aumentando o meu terror e preocupação.
    Diabinho d-e-v-o-r-o-u  a bolinha de carne moída em cinco segundos. Não deixou o menor vestígio para a Baranga ver; ela nem soube. E o bicho não pegou nem um resfriado sequer. Ao mesmo tempo apavorada e espumando de raiva, corri para o meu quintal, enquanto o guloso acabava de engolir a bolinha de carne. Nem para engasgar também, não. O portão pesado fez aquele estrondo outra vez. Corri para dentro, tranquei a porta e voltei a me deitar, ainda suando frio.

     Diabinho começou a latir forte e alegremente.
     Não sei quanto tempo durou a minha angústia geral, mas, pelo jeito, os incomodados é que têm de se mudar, não os que incomodam. Enfim, com a graça de Deus, nos mudamos para o paraíso... não o bairro, mas um lugar bem, bem tranquilo e respeitoso.
     E, segundo soubemos, Baranga se mudou para outro estado dois meses depois disso, ao receber uma indenização qualquer que usou para comprar uma casa num condomínio de luxo.
     O pobre Diabinho morreu um dia depois da mudança deles para lá, atropelado numa das ruas calmas do condomínio.

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28 DE ABRIL DE 2013

Meu blog completa 2 anos!


     Criei o meu blog exatamente no dia 28/04/2011 como um projeto muito especial para mim. Depois de 20 anos trabalhando como tradutora, tive a ideia de criar um blog para comentar minhas traduções e dar dicas de tradução a quem se interessasse. Também sempre adorei livros e sonhei em escrever alguma coisa algum dia. O blog foi uma forma que encontrei de escrever os meus textos e, como digo, “brincar” de escritora.
     Desde que o criei, o blog, que vive em constante evolução, passou por uma transformação total, embora o conteúdo inicial tenha permanecido o mesmo. No início, a página principal era sobre as traduções e eu escrevia os meus textos em algumas das páginas adicionais. Então, me ocorreu que deixaria o blog mais interessante se fosse publicando os meus textos na página inicial. Daí mudei tudo de lugar, coloquei os comentários sobre os livros numa página adicional e batizei o blog de “Aprendizes de Escritores”. Não é um blog onde ensino técnicas de escrita, como os blogs convencionais desse tipo. É um blog através do qual acho que eu mesma aprendo a escrever. Eu sou a aprendiz de escritora e espero poder passar alguma coisa através dos meus textos para outros aspirantes a escritor, nem que seja no mínimo o encorajamento.
     O Aprendizes de Escritores também se destina a visitantes em geral que simplesmente queiram se entreter com seu conteúdo.

     É com orgulho, portanto, que comemoro o aniversário dele e agradeço de coração aos seguidores e visitantes.

(Blog's second anniversary - April/2013)






23 de abril de 2013

Dia Mundial do Livro


     Desde pequena, os livros sempre foram e continuam sendo meus companheiros inseparáveis. Já perdi a conta de quantos li, viajando por inúmeras páginas recheadas de vários tipos de histórias e gêneros. Também gosto de livros de autoajuda, que nos fazem sentir realmente bem, como se fizéssemos uma terapia personalizada.
     Quando leio, mergulho na história e aquele livro passa a fazer parte dos meus pensamentos diários, como se eu estivesse assistindo aos capítulos de uma novela, querendo saber o que vai acontecer em seguida.
     Quando estou lendo um livro, não penso mais nada, esqueço as preocupações e problemas, e me distraio através dessa que também é uma forma interessante de lazer.
     Claro que os livros devem ser sempre vistos como companheiros, não como uma fuga à realidade ou um tipo de isolamento das demais pessoas. Podem até nos acompanhar num passeio para lermos uma página ou outra num momento de descanso, mas temos de desfrutar os outros tipos de lazer. Não vamos passar o dia inteiro lendo, temos outras coisas para fazer.
    Mas se há uma coisa prazerosa é desfrutarmos aquele tempo que podemos dedicar à leitura.
    No meu caso, os livros também se transformaram em companheiros de trabalho porque, há mais de 20 anos, são os originais da traduções que faço. É mais um motivo de eu adorar tanto o meu trabalho, pois acabo me aprofundando muito mais nesses livros do que se fosse uma leitura normal e me empenho para que o resultado final não deixe nada a desejar.
    Apesar de toda a bem-vinda tecnologia de hoje, que me ajuda muito em pesquisas e estudos, prefiro o livro de papel aos e-books quando se trata da leitura como lazer. Adoro andar por feiras de livros, livrarias e garimpar no sebo, olhando capas de livros, folheando páginas. Quando leio, gosto de pegar o livro de papel nas mãos, de folheá-lo, de descansar os olhos de telas eletrônicas e me ajeitar o mais confortavelmente possível enquanto deixo a imaginação navegar por mais uma história.
     No dia 23 de abril, Dia Mundial do Livro, através do meu blog Aprendizes de Escritores, onde também estou aprendendo a escrever, faço a minha homenagem a esse companheiro inestimável, o livro. tj*¬


P.S.: Não podemos esquecer que milhões de pessoas no nosso país e no mundo não têm acesso nem a livros de papel quanto mais a e-books. Jamais podemos considerar bibliotecas públicas ou sebos como obsoletos. Temos de divulgar iniciativas como as bibliotecas itinerantes, as promoções de livros das livrarias e as campanhas de doação de livros, doando livros sempre que pudermos.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Recomeço / New Start


     2012: Ano do Dragão. É o meu signo no horóscopo chinês e, realmente, posso dizer que este tem sido o meu ano. Caso existisse, porém, o signo da Fênix, outro ser mitológico magnífico, como o próprio dragão, sei que também se aplicaria.
     Costumava afirmar, em tom quase de brincadeira, que o fato de ter nascido em 12/12 às doze horas teria algum significado especial em 2012. E tem. Passei por inúmeras transformações este ano, desde ter eliminado vários quilos do meu peso _ com uma alimentação mais equilibrada, caminhadas, passeios de bicicleta e exercícios _ ao domínio de vários medos.
     O que para uns pode parecer corriqueiro, como tomar um ônibus, para mim tem grande importância, pois a superação de uma síndrome do pânico não tem preço. Falando em preço, também andei sentindo na pele o que é não ter absolutamente dinheiro algum próprio. Após meses de desemprego, posso dizer que entendo um pouco do que é não ter recursos, quase como em tempos de guerra. E não é que eu não tenha um bom currículo; ao contrário. O meu próprio blog é testemunha de todos os trabalhos que fiz ao longo de mais de vinte anos como tradutora, além dos anos anteriores trabalhando fora.
     Deve ter sido apenas uma fase ruim para o trabalho, que certamente já vai passar*. Mas, se não foi tão boa para o trabalho, tem sido excelente em termos de crescimento pessoal. Nem sei dizer ao certo quantas lições inestimáveis tenho aprendido com tantos tipos diferentes de pessoas, quão agradável tem sido esse convívio. E com a minha própria família também, venho tendo a chance de fortalecer e estreitar laços. Reencontrei amizades antigas, fiz amizades novas e há o meu filho, que é e sempre será a pessoa mais importante do mundo para mim.
     Quero continuar crescendo, me aprimorando. Estou determinada a voltar a estudar, a fazer uma pós-graduação quando puder; provavelmente na área de marketing, uma vez que acredito que sei “vender o meu peixe”, que tenho criatividade, inventividade e iniciativa. Sempre divulguei o meu blog, o meu trabalho usando os meus próprios recursos de propaganda. Hoje quero voltar ao mercado profissional investindo em todo o meu potencial.
     Também tem sido um ano de grandes surpresas, como quando conheci pessoalmente aquele que, para mim, é o melhor guitarrista de todos os tempos. Eu e o meu irmão, Fernando, tínhamos acabado de assistir à banda que fez a abertura para o Slash, espremidos na pista comum quando, de repente, anunciaram o meu nome, para que eu me apresentasse. Tudo aconteceu muito rápido e, de um momento para o outro, em total aturdimento, eu me vi diante de ninguém menos que o lendário guitarrista. Fiquei quase sem fôlego, sem fala, sem ação. Me recobrei a tempo de trocar algumas frases, de tirar uma foto (acima), de conseguir um autógrafo e, enfim, me despedir, pois o show estava prestes a começar. Só não me conformo até hoje de dizer tudo que eu gostaria. Eu tinha tanto a dizer. Falar sobre o livro, como tinha adorado traduzi-lo e passado, então, a conhecê-lo. Queria dizer quanto o admiro, como estava feliz por, enfim, ele ter encontrado o vocalista perfeito e um amigo, Myles, além da banda. Gosto tanto de vê-los juntos. São perfeitos juntos, em tanta harmonia, tanto companheirismo. Enfim, falar que estava (e estou) feliz pelo sucesso tão merecido dele. Aliás, sem querer me meter nos assuntos delicados do Guns n' Roses, até tive vontade de dizer que entendo melhor agora, em especial depois que li uma matéria sobre o Axl, dizendo como ele faz amizade com as pessoas e as convida para participar das coisas, pessoas da limpeza, dos bastidores. Não sei se é verdade. Estou comentando de maneira livre no meu próprio Blog, porque aqui é a minha casa, afinal. Mas, se for o caso, eu até entendo. Claro que não tenho os compromissos sérios de se cumprir um horário diante de milhares de pessoas, mas não é que acontece comigo também! Não querendo me comparar, mas eu tenho algo a fazer, um horário a cumprir, daí resolvo fazer mais alguma coisa, achando que vai dar tempo. Paro para conversar com meio mundo, para dar atenção às pessoas, ajudar em algo e acabo chegando atrasada onde tenho que ir, ou não cumprindo algum prazo e tendo que dar um jeito. Claro também há os imprevistos e outras coisas que não dependem da gente, sei lá. Mas, no geral, eu entendo melhor essa amizade tão antiga, tão especial, embora, neste caso, sejam apenas palpites meus.
      Bem, enfim, não dava tempo de falar nada mesmo. Imagine, os demais fãs iam querer me matar por atrasar, e eu jamais atrapalharia em nada e nem seria inconveniente, pois ele jamais se atrasa. Já foi gentil demais em me receber, a mim e ao meu irmão.
      De qualquer modo, foi a sensação mais incrível do mundo, uma daquelas coisas mágicas que às vezes acontecem _ como se eu estivesse num filme sobre rock e fãs, ou algo parecido. Foram minutos especiais que guardarei para sempre na mente, nas minhas preciosas lembranças. Em seguida, eu e o meu irmão _ recebido por ele com a mesma atenção e gentileza _ fomos para a pista VIP diante do palco, onde pudemos assistir ao show do Slash e banda bem de perto: mais um show memorável e sensacional.
     Consegui isso graças a muita persistência e determinação, enviando e-mails para uma promoção de encontro entre ídolo e fãs, escrevendo exaustivamente nas redes sociais a respeito, mencionando a tradução da autobiografia dele que fiz e o grande desejo de que esse sonho se realizasse.
É como tenho feito tudo, sempre com grande empenho. É como pretendo dar uma guinada na minha vida e recomeçar. Com as bênçãos de Deus, Jesus, Nossa Senhora e de São Miguel Arcanjo.
     Além de tudo em que acredito em termos religiosos, como devota de São Miguel Arcanjo, me sinto cada vez mais em paz, tranquila, lúcida, serena. Não tenho medo de que o mundo acabe e sempre rezo para São Miguel para que o nosso planeta como um todo passe por uma renovação, um recomeço. Temos de continuar preservando cada vez mais os recursos, cuidando da Natureza e respeitando-a, reciclando... enfim, tomando conta do nosso planeta como ele merece, para que esteja sempre aqui, belo, produtivo e maravilhoso, como Deus o criou. Temos de cuidar do planeta adequadamente como se fosse um jardim, para que não aconteça como naquela música de Elton John, “Empty Garden”, em homenagem a John Lennon. Ele era um grande homem, um homem maravilhoso e sábio cujos ideais, conceitos e ideias exemplificam o que as pessoas devem fazer para preservar o planeta Terra. Sem mencionar inúmeras outras pessoas engajadas, ativistas e gente caridosa como Madre Teresa e suas generosas ações para com a humanidade.
     Este tem sido um ano de aprendizado e me orgulho de tudo que descobri, de como venho evoluindo, tanto no plano terreno quanto no espiritual. Se estamos aqui para lapidar a alma, posso dizer que me sinto de alma lavada, que tenho encontrado muitas respostas, inclusive a da minha própria lucidez em muitos sentimentos e religiões... em todas as religiões que seguem e pregam os bons princípios e que se respeitam mutuamente, pois _ cada uma a seu jeito _ todas estas levam ao Criador Supremo.
     Isso me faz pensar no amor, no amor verdadeiro, pois é a coisa mais importante do mundo e das nossas vidas, quer seja o amor por uma alma gêmea, um filho, um irmão, um amigo. É através do amor incondicional que conquistaremos a tão almejada paz na Terra.

P.S.: De fato, a fase ruim no trabalho passou, graças a Deus, e estou traduzindo livros novamente para uma excelente editora. Tradução é a minha verdadeira vocação, afinal. E, é claro, eu adoro escrever um pouco.

NEW START

     2012: Year of the Dragon. It’s my sign in the Chinese horoscope, and I can say this has really been my year. If the Phoenix sign existed, though _ another magnificent mythological being, like the dragon itself _, I know it would also apply.
     I used to say, in an almost joking tone, that the fact that I was born in 12/12, at twelve o’clock, would have some special meaning in 2012. And it does have. I’ve been through a lot of changes this year, since the elimination of lots of pounds off my weight _ with a more balanced nutrition, walks, bike rides and physical exercises _ to the overcoming of several fears.
     What for some might look trivial, as taking a bus, it’s of fundamental importance to me, because the surpassing of a panic syndrome is priceless. Talking about price, I’ve also been experiencing what’s not to have my own money at all. After several months without a job, I can say I understand a bit about what’s like not having any resources at all, almost like how it is in times of war. And it’s not that I don’t have a good curriculum; on the contrary. My own blog is testimony of all the works I’ve been doing for more than twenty years as a translator, besides all the previous years working in companies.
     It must have been just a bad phase for work, which will certainly pass*. But, if it was not that good for work, it has been excellent in terms of personal growth. I don’t even know how many inestimable lessons I’ve been learning with so many kind of different people, how pleasurable getting together with them has been. And with my own family too, I’ve been having the opportunity to strengthen and straiten bonds. I’ve been finding old friendships, making new friends, and there’s my son, who is and always will be the most important person in the world to me.  
     I want to continue growing, improving myself. I’m determined to go back to my studies again, to do a postgraduation when I can; probably in the marketing area, because I believe I’m capable of divulging my own work, that I have creativity, inventiveness and initiative. I’ve always advertised my blog, my work with my own resources. Today I want to go back to the working market investing in all my potential.
This has also being a year of big surprises, like the one when I met in person the best guitarist ever, in my opinion. Me and my brother, Fernando, have just watched the show of the opening band for Slash, squeezed in the regular floor when suddenly they announced my name, calling me. It all happened too fast and, all of a sudden, totally amazed, I was in front of the legendary guitarist. I was almost breathless, speechless, almost motionless. I recovered myself in time to exchange some phrases, to take a picture (above), and to get an autograph, because the show was about to begin. It was the most incredible sensation in the world, one of those magical things that happen sometimes _ as if I was in a movie about rock and fans, or something like that. Those were precious minutes I’ll keep in my mind forever, in my treasured memories. Afterwards, me and my brother _ welcomed by him in the same attentive, kind manner _ went to the VIP area in front of the stage, where we watched the show of Slash and band very closely: one more memorable and sensational show.
     I conquered that due to lots of persistence and determination, sending e-mails to an idol and fans’ meeting promotion, writing exhaustively in the social networks about it, mentioning his autobiography’s translation that I did and the immense wish that this dream would come true.
That’s the way I’ve always done everything, with big efforts. It’s how I intend to change things in my life and start all over again. With the blessings of God, Jesus, Holy Mary, and St. Michael.
     Besides everything I believe in religious terms, as St. Michael’s devotee, each day I feel more at peace, tranquil, lucid, serene. I’m not afraid thinking the world might end, and I always pray to St. Michael for our planet, as a whole, to go through a big renewal, a new start. We must continue preserving more and more the resources, taking care of Nature, and respecting it, recycling… taking care of our planet the way it deserves, so it will always be here, beautiful, productive and wonderful, the way God created it. We have to take care of the planet properly, as if it were a garden, so things won’t be like in that Elton John’s song, “Empty Garden”, composed as homage to John Lennon. He was a great man, a wonderful and wise man whose ideals, concepts and ideas exemplify what people should do to preserve planet Earth. No to mention uncountable other people engaged in that, activists and charitable people as Madre Teresa and her good deeds towards Mankind.
     This has been one year of learning and I’m proud of everything I’ve found, of the way I’ve been evoluting, both in earthly as in spiritual dimensions. If we are here to lapidate the soul, I can say I feel that my soul is cleaner, that I’ve found many answers, including the one about my own mental health in many feelings and religions… in all religions that preach the good principles and respect each other mutually, for _ at their own way _, each one of them lead to the Supreme Creator.
     All this makes me think about love, about true love, because it’s the most important thing in the world and in our lives, not matter if it’s the love for a soul mate, a son, a brother, a friend. It’s through the unconditional love that we will conquer what we so much seek after: peace on Earth.


P.S.: In fact, the bad phase for work is gone, thanks God, and I’m translating
          books again for a great publisher. Translation is my real vocation, after
          all. And, of course, I love to write a bit.

domingo, 28 de outubro de 2012

Amor à Primeira Vista Existe?


     Essa pergunta sobre a existência, ou não, do amor à primeira vista já é antiga e divide opiniões. Não sou especialista em consultoria sentimental. Falo apenas com base em observações do mundo em geral e na minha própria opinião. Mas, como romântica incorrigível que sou, acredito em amor à primeira vista, sim. Primeiramente, entre duas pessoas, mas também em outros tipos de amor à primeira vista. Como aquele que tive desde pequena pelos livros e pelas Letras, por exemplo.
     Quanto ao amor de verdade, que pode se desenvolver a partir de um sentimento à primeira vista, é aquele que a gente vai cultivando ao longo do tempo. É o amor onde há respeito mútuo, compreensão; é o amor no qual as pessoas se ajudam mutuamente, não importando o que aconteça, porque se amam de verdade, porque já passaram por tantas coisas juntas que se conhecem como a palma da própria mão. É apenas quando vários elementos importantes se somam que temos como resultado o amor de verdade. Não deixa de ser também uma avaliação racional, porque cada um tem as suas impressões do momento em que as vive.
     Acredito, entre outras coisas, em amizade à primeira vista, como costumo dizer em tom bem-humorado a uma amiga de alguns anos, tamanha foi a nossa afinidade quando nos conhecemos. Acredito em amor de mãe à primeira vista, porque antes mesmo de você pousar os olhos no seu filho que acaba de nascer, com aquela emoção que todas sentem e não sabem descrever exatamente, você já o amava no seu ventre de todo o seu coração e alma. Assim, tecnicamente, o amor de mãe deve ser um amor “pré-primeira” vista...
     Mas e aqueles amores eternos, que dizem vir de outras vidas, atravessar os tempos, as eras, que são mágicos, especiais, envoltos por uma aura dourada?, me pergunta você, criatura de coração romântico, como eu. É claro que existem. Mas, como diz outro amigo meu, que é ateu, e eu respeito, pois cada um deve saber que caminho seguir: religião e futebol não se discutem. Outra amiga, que é espírita, tem certeza, absoluta de que o amor à primeira vista é algo bem possível, que pode até vir de outras vidas, e respeito a opinião dela.
     Tenho vários amigos sinceros de várias religiões e, justamente por sermos amigos, não discutimos demais esses assuntos; apenas respeitamos uns aos outros e a crença de cada um. Talvez essa questão de religião também tenha algo a ver com amor à primeira vista. Num certo ponto da vida, você pode sentir grande afinidade por uma religião ou outra, que lhe faça bem, caso já não tenha a sua, ou simplesmente reafirmar a sua fé através da contemplação da natureza, a seu próprio jeito.

     Talvez seja justamente isso que está por trás do amor à primeira vista, a afinidade, que você acaba descobrindo que tem realmente com alguém depois que fica claro que não é uma mera atração física passageira.


quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Vida Eterna


                                                        Foto: Solange
Concluí meu passeio de bicicleta pelo parque hoje com o pensamento de que não há razão para não gostarmos das segundas-feiras. Sei que não são todos que têm o privilégio de pegar uma “bike” logo cedo, ir ao parque para praticar Tai Chi e, “de quebra”, ainda tirar fotos amadoras das mais deslumbrantes que já consegui. É como costumo dizer, você tem de estar em sintonia com a Natureza para que ela seja receptiva em contrapartida. Está tudo lá, ao alcance dos seus olhos, para você se banquetear: árvores, flores, água, folhagens, arbustos, pássaros, borboletas, enfim...
Falando em borboletas, vocês não vão acreditar! Hoje cedo uma borboleta posou literalmente para mim. Tirei fotos dela de todos os ângulos possíveis. Linda! Depois, outra borboleta amarela, igualmente linda, pareceu querer “brincar” comigo, surgindo a todo o instante, mas fugindo da lente, como quem dissesse: “Ei, quem manda neste parque somos nós, criaturinhas de Deus”.
Não custa reiterar que temos de respeitar e reverenciar a Natureza, apreciá-la como ela realmente merece. Desse modo, ela sempre estará lá, receptiva, para a desfrutarmos sabiamente. Convidativa como... digamos... uma fatia de bolo de aniversário!
 Foto: Solange
E aniversários, flores e esta data, que agora caiu numa segunda-feira, me ajudam aqui a deixar mais uma homenagem a uma pessoa muito especial, que está na Santa Paz, e foi uma mãe para mim, tão amorosa e sincera em sua afeição quanto a minha própria mãe. Conforme uma postagem anterior do meu blog, relembro aqui _ e conto para quem ainda não conhece a história _, todos os anos, como neste de 2012, na precisa data do aniversário da minha saudosa sogra, uma planta que era dela floresce. Para mim, esse é um sinal dos mistérios da vida que não conhecemos. Um vislumbre de como talvez seja do outro lado. Confesso que não entendo muito a respeito, pois sou uma pessoa que apenas começou a estudar esses assuntos e, como tal, acredito que seja um sinal de que ela está viva em algum lugar. Por ter amado tanto a Natureza e dedicado especial carinho às suas plantas, é como se, agora, uma delas tivesse se tornado sua “mensageira”.
Assim como a minha doce Esther “falava” com suas plantas _ como eu mesma e tanta gente _, as plantas e tudo que há na Natureza “falam” conosco. Basta estarmos receptivos, em sintonia com o mundo ao nosso redor.






domingo, 9 de setembro de 2012

Mulheres Comuns e Especiais


         A despeito de todos os padrões de moda, beleza, sofisticação e do que é de bom-tom, o fato é que nós, mulheres comuns, formamos a grande maioria. Somos comuns e especiais ao mesmo tempo, especiais para aqueles que nos amam, especiais para nós mesmas. Nos dividimos como esposas, mães, donas de casa e profissionais entre tantas outras coisas na nossa vida “multitarefas”, nos desdobrando entre os mil e um afazeres. E quer sejamos mães, avós, tias, primas, irmãs, amigas de qualquer idade, nacionalidade, credo, todas somos idênticas em algo: sim, somos mulheres comuns e especiais ao mesmo tempo. Todas nós temos sonhos, dormimos acordadas, choramos em filmes comoventes e nos identificamos com a mocinha das deliciosas comédias românticas.
     Adoramos tirar fotos do nosso melhor ângulo e nem ligamos se a luz está boa ou não; “nós” é que queremos estar o melhor possível na foto. Mimamos os nossos filhos, netos ou irmãos mais novos como corujas orgulhosas que somos. Cuidamos do nosso namorado, noivo ou marido e procuramos fazer o melhor por eles. Oh, como eles irritam as mulheres às vezes com as suas manias, apressando-as, não tendo paciência para acompanhá-las a uma loja, mas esquecendo da vida quando ficam entretidos nos seus passatempos favoritos.
      Enfim, naquela ocasião importante, você adora se produzir toda e leva horas diante do espelho, tentando tirar o máximo de recursos dos seus apetrechos, só que o cabelo... Droga, o cabelo, que ficou bom em todas as vezes que você testou o penteado diante do espelho, resolve simplesmente não cooperar muito de repente!
     Ou, então, você ajuda todo mundo a se arrumar para sair e só sobram míseros cinco minutos para si mesma. De qualquer jeito, a apressam e você acaba tendo até de pintar as unhas no banco do passageiro do carro, aplicando uma camada de esmalte em cada semáforo.
     Invariavelmente, sonhamos com os nossos galãs de cinema, suspiramos diante de um lindo pôr do sol e rimos à toa de uma piada boba. Vivemos preocupadas com os quilinhos a mais e juramos que vamos entrar em forma. Adoramos bater papo com as amigas e trocar receitas de bolo. Falamos todas orgulhosas dos filhos e lembramos com saudosismo e melancolia os bons conselhos dos pais.
     Ficamos aborrecidas quando não entramos naquela calça justa, mas nem ligamos se comemos uns dois ou três bombons. Amanhã a gente compensa fazendo um pouco de exercício a mais. Babamos olhando uma joia numa vitrine qualquer, mas o que nos faz felizes mesmo é uma linda bijuteria, dada com todo o carinho por uma amiga, um filho, ou o namorado. Resmungamos às vezes das tarefas de casa, mas adoramos deixar nosso lar um brinco, um recanto agradável e acolhedor onde podemos ser nós mesmas, mulheres tão comuns e especiais.
     Quase temos um treco quando aparece uma espinha no rosto, outra ruga, mais alguns fios de cabelo branco, mas logo pode vir alguém nos abraçar e fazer com que nada disso tenha importância. Ficamos apreensivas antes de abrir um exame, roemos as unhas de ansiedade, saltamos de pavor diante de uma simples e confusa barata, mas somos fortes como uma rocha diante das nossas adversidades. Nos afligimos com os problemas dos outros e procuramos ajudar, porque as nossas amigas também nos ajudam quando nos veem soluçando. Sabemos fazer sorrir, sabemos rir de nós mesmas. Falamos pelos cotovelos, interrompemos a todo instante, mas sabemos quando é a hora de ouvir os outros.
     Fazemos amigas em qualquer canto e lugar, contando nossa rotina diária numa fila de banco ou num consultório, dando dicas e conselhos umas às outras na feira, ou no mercado. Elogiamos a roupa ou o cabelo umas das outras quando percebemos que a nossa amiga está com a autoestima lá embaixo, porque somos amigas verdadeiras, sempre dispostas a encorajar as demais.
     Trocamos confidências e fazemos, sim, uma fofoca inocente, ou outra, porque talvez seja da nossa natureza feminina. Pois adoramos ficar tricotando. Tentamos imitar as revistas, desejando um pouco de glamour também, naturalmente, mas logo esquecemos isso e voltamos à nossa vida comum porque sabemos como ela, no fundo, é especial.
Porque nós somos mulheres comuns e, ao mesmo tempo, tão especiais.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Preparados para a Vida


     Todo ser humano precisa ter, ao menos, noções básicas sobre os assuntos da vida em geral. Apesar de ainda haver preconceito hoje em dia _ e quem tem preconceito contra alguém por alguma razão esquece que, de um jeito ou de outro, também é objeto de preconceito alheio _, a retrógrada mentalidade de que certos assuntos pertencem aos homens e outros, às mulheres tem mudado bastante, felizmente. As coisas evoluíram muito em relação à antigamente, os “universos” feminino e masculino têm se mesclado de uma maneira positiva em diversas áreas.
    O ponto que quero ressaltar aqui, porém, não está relacionado a machismo, feminismo, guerra dos sexos e assuntos desse tipo. Está mais voltado para o ser humano em si. Ninguém é empregado pessoal de ninguém _ com exceção dos que são especificamente contratados para isso e são remunerados de acordo.
     Há pessoas que fazem os outros de empregado, como o marido que fica com a bunda grudada na poltrona e não levanta nem para pegar um copo de água, mandando a mulher ir buscá-lo. Há a mulher que chama o marido só porque acabou a luz (acenda uma vela, criatura!), ou liga a todo o instante para o serviço dele para pedir que “passe no caminho” e leve algo para casa. Há a criança que chama a mãe para tudo... Tanto que a palavra “mãe” fica gravada, ecoando no ouvido dela eternamente, e ela se vira para olhar a cada “mãe” proferido por toda e qualquer criança ao redor. E assim por diante. A maioria das pessoas, no entanto, pede determinadas coisas aos outros porque não consegue fazê-las sozinha.
     Não estou dizendo que o ser humano deva ser autossuficiente. Ao contrário; ninguém é autossuficiente. Todos precisam dos outros em vários momentos da vida, nem que seja apenas de apoio moral. E, em muitas situações, é bom mostrarmos ao outro que precisamos dele, fazer com que se sinta útil e necessário. A questão a que me refiro aqui é a da dependência excessiva das outras pessoas; algo que, por sua vez, pode sufocá-las.
     Quando aprendemos ao menos um pouquinho de tudo que é possível, temos mais condições de nos virar sozinhos e, muitas vezes, não sofrer por falta de ajuda, ou por ter de pagar caro por ela. Acredito que todo ser humano tem capacidade para tudo. Ela é desenvolvida de acordo com as aptidões, vocações, preferências e as habilidades que temos mais para determinada coisa do que para outra. Precisa ser assim para o equilíbrio no mundo.
     Há muitas coisas que não aprendemos simplesmente porque não queremos, não despertam nosso interesse, não nos parecem necessárias. Mas acho que é válido e útil termos ao menos uma base, uma noção, de tudo que for possível. O homem que nunca chegou perto do fogão talvez sofra mais tarde, quando se vir obrigado a preparar algo para comer... ou tiver de depender de uma nora malévola para fazer a comida para ele. A garota que nunca pregou um botão, nem nunca passou perto de uma agulha de costura para nada, vai ter de deixar o precioso dinheiro da maquiagem na loja de consertos de roupas da esquina. A mulher que nunca colocou um prego na parede terá de viver atormentando o zelador do prédio para qualquer coisinha (e pagar por isso). A criança que nunca aprendeu a arrumar a bagunça do seu quarto, provavelmente vai ser desorganizada pelo resto da vida. A pessoa que não entende absolutamente nada de carros está sujeita a cair nas garras de algum mecânico mal-intencionado. E assim por diante...
     Quantos casos não ouvimos, por exemplo, de mulheres que sofrem maus tratos do marido, ou que são traídas descaradamente e continuam se sujeitando a uma vida de sofrimento porque não têm preparo algum para se manter sozinhas. Acho que ser dona de casa deve ser uma escolha, não uma imposição. Uma jovem deve estudar, trabalhar fora, ter sua profissão, construir sua carreira. Se, apesar de tudo isso, um dia decidir se dedicar só ao marido, ao lar e aos filhos e for feliz assim, perfeito. Mas conseguindo conciliar casa e profissão, ela não apenas mantém a sua retaguarda em qualquer situação, como também ajuda o marido nas despesas do lar e contribui para um futuro melhor para o casal.
     O jovem que não se acomoda, que aproveita a chance de estudar e ter uma boa profissão, não se sujeitará um dia a um trabalho que não seja gratificante, apenas para ter um meio de sustento.
     Todos devemos aproveitar essa maravilhosa capacidade de aprendizado que nos foi concedida, desfrutá-la como a dádiva que é. E nunca é tarde para aprender, nem para mudar. Basta ter boa vontade, não alimentar preconceitos bobos, ter perseverança e determinação, pois qualquer situação desfavorável poderá ser revertida. Devemos buscar nossa felicidade e, se nos virmos infelizes _ às vezes por situações bem triviais como a dependência excessiva dos outros para coisas simples _, nunca é tarde para aprender.
     Há, naturalmente, inúmeras coisas que não faço (nem tento) como lidar com eletricidade, encanamento, conserto de telhado, etc., mas aí acho que já estamos naquela questão de chamar um especialista para cada caso. Muitas vezes o “Faça Você Mesmo” acaba tendo consequências desastrosas e é aí que deve entrar o “Cada Um na Sua”.

     Outra coisa que confesso que não faço é matar barata (nem com inseticida!). As danadas têm a tendência de “avançar” para cima das pessoas; ou de despencar mortas em cima da gente, ou de voar mesmo desorientas na nossa direção... Sabe-se lá por quê! Na categoria “bicharocos” em geral _ insetos _ sou uma negação, admito. Entre milhares de histórias em que fui vítima dessas pestes, destaco para ilustrar a vez em que joguei uns duzentos baldes de água em cima de uma aranha enorme, que estava no quintal, para tentar afastá-la na direção do ralo mais próximo... e nada! Daí, não pensei duas vezes. Chamei uma vizinha, relatei meu apuro e, com invejável sangue frio, ela se livrou da aranha em dez segundos.

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Cada dia é uma página em branco.
 Seja hoje uma pessoa melhor do
 que você foi ontem. tj*¬

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Minhas Frases

     Por que crio frases da minha “autoria”? Não com a pretensão de ser filósofa, naturalmente. Existem tantos filósofos, sábios, gênios, escritores e acadêmicos fantásticos. Estas minhas frases provavelmente já devem ter sido ditas de outro modo, por outras pessoas, embora sejam espontâneas. Significam apenas o que aprendo com a vida e o mundo como um todo e procuro transmitir aos demais através dos meus próprios sentimentos. tj*¬

Quando você não conseguir ser perfeito em algo,
lembre-se que gente perfeita é chata de doer.

 


O lugar das armas deveria
ser em museus, coleções,
livros, como adornos, como
testemunho de toda a devastação
que o homem _ apesar de artesão
esmerado ou inventor brilhante
ao criá-las _ pode causar.



 O amor pelo Rock já nasce com você,
dentro do seu coração e alma.


terça-feira, 21 de agosto de 2012

Benefícios do Senso de Humor

Às vezes, temos um senso de humor difícil de entender para certas pessoas, dependendo da ocasião, ou circunstâncias. Admiro muitos humoristas, de diversos gêneros e estilos. O tipo de humor de que mais gosto, porém, é aquele ingênuo, divertido, que causa alegria e faz rir de um jeito inocente. Como o humor do genial Jerry Lewis, com quem, de fato, não é raro nos identificarmos às vezes, ao menos com os seus personagens, pois, afinal, quem não é um tanto atrapalhado?
     Com mil e uma coisas para fazer e sem tempo para observar devidamente certas coisas que nos passam despercebidas, podemos acabar parando em cômicas confusões! Todos conhecem aqueles humoristas que, para não querer perder uma piada, acabam falando sem pensar. Sem mencionar que o conceito de humor é relativo. O que pode parecer hilário para um, para outro não é, e assim por diante...
     Acho que o mais importante é conseguir arrancar risos divertidos, pois, como costumo dizer, considero mesmo o humor uma espécie de “kit de sobrevivência” para aliviar as tensões e o estresse do mundo moderno.
     O humor divertido, sincero, ingênuo é o que realmente vem da alma, e esse certamente encanta a todos.

     Deixe aflorar um pouco mais o seu lado Jerry Lewis você também!

Dedicado de coração ao
 Mestre dos Mestres.
Translation of the text The Benefits of the Sense of Humor

sábado, 18 de agosto de 2012

Como é Deus Para Cada Um

Uma das formas de se ver Deus é a contemplação da Natureza

     Não importando qual a religião, acredito que ela é muito importante na nossa vida, mas sem fanatismo, com toda a naturalidade e espontaneidade. É gratificante fazer parte de uma comunidade espiritual, com a qual oramos e nos sentimos integrando uma família maior que a nossa.
     No meu caso, vou à missa nos finais de semana, ou passo na igreja para rezar um pouco após minhas caminhadas (há também uma sensação de paz incrível numa igreja vazia). E quando a missa termina, me sinto renovada, tomada por uma sensação muito boa. Sei que podemos rezar a qualquer momento e em qualquer lugar e que Deus está em toda a parte, mas quando se reserva essa hora por semana, além dos demais momentos, há algo de muito especial nisso. É um meio de unirmos nossas vozes, nossa fé, nossos sentimentos e esperanças e nos colocarmos humildemente perante Deus, como se Lhe disséssemos que Ele é realmente fundamental para nós.
     Quando rezo diante de uma imagem, não estou rezando para aquela peça de resina, madeira, gesso, ou outro material. Estou, sim, rezando para Deus, Jesus, os Santos da minha devoção, São Miguel Arcanjo, Nossa Senhora, os anjos. Falando em Nossa Senhora, em todas as representações e aparições, ela é a mesma: a mãe de Jesus. Tenho um carinho especial por Nossa Senhora de Lourdes. Foi na Igreja Nossa Senhora de Lourdes, que a minha saudosa mãe frequentava muito, que fui batizada e fiz a minha Primeira Comunhão.
     A meu ver, rezar desse modo não é idolatria, pois essas imagens físicas são como fotografias. É como se, apesar da nossa fé, de acreditarmos no que não podemos ver, também sentíssemos a vontade de tocar, enxergar algo. É como se eu olhasse para a foto de alguém muito querido, que sei que existe, mas está distante fisicamente, alguém por quem, desse modo também, gosto de expressar meus sentimentos. É também mais ou menos algo como olhar para uma linda paisagem e pensar em Deus.
     A religião, lamentavelmente também motivo de tanta discórdia, deve ser respeitada de acordo com a crença de cada pessoa. Mas se uma pessoa faz a sua própria religião, a seu jeito, é igualmente válido. O que realmente importa é a índole das pessoas, seu coração, seu amor ao próximo, suas atitudes, sua postura na vida. Tenho profundo respeito e admiração por todas as religiões e crenças bem-intencionadas, que pregam e seguem os princípios do bem, que promovem a união entre os povos, que veem a humanidade como uma grande irmandade.
     Entre Deus e seus filhos não existe essa questão de religião certa ou errada, todas as que seguem verdadeiramente os preceitos Dele e da bondade são válidas. Cabe a cada pessoa escolher aquela com a qual se identifica mais. E se não se identifica com nenhuma, tudo bem. Bastam ela e Deus (e como é Deus para ela).
     Uma pessoa pode contemplar Deus na Natureza, no convívio com os amigos e familiares, no sorriso das crianças, enfim, reverenciá-Lo da maneira como se sentir melhor. Do mesmo modo que temos de cuidar da nossa saúde física e mental, temos de cuidar da espiritual e lembrar sempre que todos fazemos parte dessa mesma energia incrível que pulsa no Universo.

Tenho profundo respeito e admiração por todas as religiões e crenças bem-intencionadas, que pregam e seguem os princípios do bem, que promovem a união entre os povos, que veem a humanidade como uma grande irmandade.
I feel deep respect and admiration for all well-intentioned religions and beliefs, which preach and follow the principles of goodness, that promote the union among peoples, that see mankind as a big brotherhood.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Anjos

     Tenho um interesse especial por anjos. Quem me conhece já sabe que respeito e admiro todas as religiões bem-intencionadas, que seguem os bons princípios, e que também sou devota de São Miguel Arcanjo. Gosto de estudar esse tema tão místico e inexplicável, de ler livros a respeito, recordar as menções bíblicas às aparições de anjos e coisas assim. É um assunto a ser estudado com a ajuda da intuição, acredito, e sem certas reservas de que "anjos não existem", ou de que quase ninguém consegue vê-los. Acho que podemos "ver" anjos de inúmeras formas. Acredito em anjo da guarda, que cada um tem o seu. Mas cada pessoa encara esse assunto a seu próprio jeito, e existe uma profusão de material a respeito.
     Os anjos a que me refiro aqui são outros. São as pessoas comuns, os "anjos" que os próprios anjos colocam na nossa vida. Anjos são os que salvam vidas, como em inúmeras profissões. São os amigos que nos confortam em momentos difíceis. São os que oferecem apoio como um porto seguro. Anjos são as crianças que nos alegram com seus sorrisos inocentes. São irmãos, mães, pais, avós, tios, padrinhos, educadores, músicos...
     Acima de tudo, anjos são os que trabalham como voluntários, doando um pouco de si, fazendo de coração algo especial que alegra tanto alguém, que significa muito, embora não pareça às vezes. Todos podem ser anjos a seu modo, contribuindo para o bem-estar de seus semelhantes e da comunidade de livre e espontânea vontade.
     Sempre quis fazer algum trabalho voluntário, mas, na correria do dia a dia, nunca havia encontrado realmente tempo.
     Até o dia em que conheci a bondosa e falante dna. Maria do Carmo, numa casa de idosos, que me ensinou justamente isso. A fazer algum tipo de trabalho voluntário, que leve conforto a alguém, não importando de que maneira, ou quanto tempo se possa dedicar. Talvez um anjo tenha me levado a ir visitar essa senhora, quem sabe... O fato é que ela tem um alto-astral contagiante. Eu estava mesmo precisando conversar com alguém naquele dia, simplesmente receber uma acolhida calorosa e sincera e parar de me preocupar com o relógio.
     Apenas sentar numa cadeira e jogar conversa fora. Talvez até sem se dar conta, a extrovertida dna. Maria do Carmo, esquecendo-se de suas próprias dores e problemas, reservou um tempo seu para me ouvir com atenção e compreensão, para me aconselhar com a sabedoria de seus quase setenta anos, para demonstrar um entusiasmo pela vida que não se vê a todo o instante.
     Ela me ajudou como voluntária naquele dia, foi um "anjo' que me fez compreender que, como uma pessoa comum, eu também posso fazer uma diferença positiva no grande esquema da vida. Todos podem. Talvez seja também para isso que eu pondere, evolua e aprenda cada vez mais com as reflexões que coloco no papel.
Anjos são como um Porto Seguro

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

My Quotes

     Why do I create my own quotes? Not intending to be a philosopher, naturally. There are countless and fantastic philosophers, thinkers, geniuses, writers, etc. Probably, these phrases of mine were already said in another way, by other people, though they are spontaneous. They mean only what I learn about life and the world in general and try to transmit to others through my own feelings. tj*¬


When you can’t be perfect at something, remember
perfect people are too boring.



The place of weapons should
be in museums, collections,
books, as ornaments, as
testimony of all the devastation
that man _ despite being a careful
artisan or a brilliant inventor while
creating them _ can cause.



When you are born, the love for rock is
already inside your heart and soul.