Created with flickr slideshow.

Sou Tradutora (inglês/português) profissional, formada em Letras-Tradução pela Universidade Anhembi-Morumbi, atuando há mais de 20 anos no campo técnico e especialmente literário. Traduzi mais de 190 livros até o presente, entre romances, livros de negócios, de autoajuda, biografias, guias, trabalhando como freelancer para editoras renomadas. Também escrevo artigos, crônicas, textos em geral, e acabo de publicar o “Meu Próprio Livro”. I'm a professional Translator (English/Portuguese), with a Letters/Translation degree. I've been working for more than 20 years in the area, with technical and especially literary translation. I’ve translated more than 190 books up to now, among novels, business books, biographies, self-help books, guides, working as a freelancer for renowned publishers. I also write articles, chronicles, general texts, and I’ve just published my own book, called “Meu Próprio Livro”.

Sobre o Blog / About the Blog - Link:

Onde quer que você esteja, sinta-se em casa aqui!
Wherever you are, feel at home here.
Donde quiera que estés, te sientas en casa acá.

*************************************************************************************
São inúmeros aqueles que não são mais escritores aprendizes, mas todos somos aprendizes de escritores para sempre...
There are countless ones who are no longer apprentice writers, but we are all writers' apprentices forever...

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Brand New Start


Escrevi esta crônica em 2012 e resolvi postá-la novamente porque, agora, em 2015, no Ano do Carneiro, aconteceu praticamente tudo novamente comigo, mas a diferença é que agora estou mais experiente em muitos aspectos e, desta vez, não me deixei influenciar pelos pensamentos negativos que, às vezes, atormentam as pessoas. Assim, como o meu aniversário em dezembro de 2012 passou em brancas nuvens e sei que havia, sim, um significado especial para mim no Ano do Dragão, me sinto como se este ano de 2015 fosse o Ano do Dragão.                                                                                                              

2012: Ano do Dragão. É o meu signo no horóscopo chinês e, realmente, posso dizer que este tem sido o meu ano. Caso existisse, porém, o signo da Fênix, outro ser mitológico magnífico, como o próprio dragão, sei que também se aplicaria.
     Costumava afirmar, em tom quase de brincadeira, que o fato de ter nascido em 12/12 às doze horas teria algum significado especial em 2012. E tem. Passei por inúmeras transformações este ano, desde ter eliminado vários quilos do meu peso _ com uma alimentação mais equilibrada, caminhadas, passeios de bicicleta e exercícios _ ao domínio de vários medos.
     O que para uns pode parecer corriqueiro, como tomar um ônibus, para mim tem grande importância, pois a superação de uma síndrome do pânico não tem preço. Falando em preço, também andei sentindo na pele o que é não ter absolutamente dinheiro algum próprio. Após meses de desemprego, posso dizer que entendo um pouco do que é não ter recursos, quase como em tempos de guerra. E não é que eu não tenha um bom currículo; ao contrário. O meu próprio blog é testemunha de todos os trabalhos que fiz ao longo de mais de vinte anos como tradutora, além dos anos anteriores trabalhando fora.
     Deve ter sido apenas uma fase ruim para o trabalho, que certamente já vai passar*. Mas, se não foi tão boa para o trabalho, tem sido excelente em termos de crescimento pessoal. Nem sei dizer ao certo quantas lições inestimáveis tenho aprendido com tantos tipos diferentes de pessoas, quão agradável tem sido esse convívio. E com a minha própria família também, venho tendo a chance de fortalecer e estreitar laços. Reencontrei amizades antigas, fiz amizades novas e há o meu filho, que é e sempre será a pessoa mais importante do mundo para mim.
     Quero continuar crescendo, me aprimorando. Estou determinada a voltar a estudar, a fazer uma pós-graduação quando puder; provavelmente na área de marketing, uma vez que acredito que sei “vender o meu peixe”, que tenho criatividade, inventividade e iniciativa. Sempre divulguei o meu blog, o meu trabalho usando os meus próprios recursos de propaganda. Hoje quero voltar ao mercado profissional investindo em todo o meu potencial.
     Também tem sido um ano de grandes surpresas, como quando conheci pessoalmente aquele que, para mim, é o melhor guitarrista de todos os tempos. Eu e o meu irmão, Fernando, tínhamos acabado de assistir à banda que fez a abertura para o Slash, espremidos na pista comum quando, de repente, anunciaram o meu nome, para que eu me apresentasse. Tudo aconteceu muito rápido e, de um momento para o outro, em total aturdimento, eu me vi diante de ninguém menos que o lendário guitarrista. Fiquei quase sem fôlego, sem fala, sem ação. Me recobrei a tempo de trocar algumas frases, de tirar uma foto, de conseguir um autógrafo e, enfim, me despedir, pois o show estava prestes a começar. Só não me conformo até hoje de dizer tudo que eu gostaria. Eu tinha tanto a dizer. Falar sobre o livro, como tinha adorado traduzi-lo e passado, então, a conhecê-lo. Queria dizer quanto o admiro, como estava feliz por, enfim, ele ter encontrado o vocalista perfeito e um amigo, Myles, além da banda. Gosto tanto de vê-los juntos. São perfeitos juntos, em tanta harmonia, tanto companheirismo. Enfim, falar que estava (e estou) feliz pelo sucesso tão merecido dele. Aliás, sem querer me meter nos assuntos delicados do Guns n' Roses, até tive vontade de dizer que entendo melhor agora, em especial depois que li uma matéria sobre o Axl, dizendo como ele faz amizade com as pessoas e as convida para participar das coisas, pessoas da limpeza, dos bastidores. Não sei se é verdade. Estou comentando de maneira livre no meu próprio Blog, porque aqui é a minha casa, afinal. Mas, se for o caso, eu até entendo. Claro que não tenho os compromissos sérios de se cumprir um horário diante de milhares de pessoas, mas não é que acontece comigo também! Não querendo me comparar, mas eu tenho algo a fazer, um horário a cumprir, daí resolvo fazer mais alguma coisa, achando que vai dar tempo. Paro para conversar com meio mundo, para dar atenção às pessoas, ajudar em algo e acabo chegando atrasada onde tenho que ir, ou não cumprindo algum prazo e tendo que dar um jeito. Claro também há os imprevistos e outras coisas que não dependem da gente, sei lá. Mas, no geral, eu entendo melhor essa amizade tão antiga, tão especial, embora, neste caso, sejam apenas palpites meus.
      Bem, enfim, não dava tempo de falar nada mesmo. Imagine, os demais fãs iam querer me matar por atrasar, e eu jamais atrapalharia em nada e nem seria inconveniente, pois ele jamais se atrasa. Já foi gentil demais em me receber, a mim e ao meu irmão.
      De qualquer modo, foi a sensação mais incrível do mundo, uma daquelas coisas mágicas que às vezes acontecem _ como se eu estivesse num filme sobre rock e fãs, ou algo parecido. Foram minutos especiais que guardarei para sempre na mente, nas minhas preciosas lembranças. Em seguida, eu e o meu irmão _ recebido por ele com a mesma atenção e gentileza _ fomos para a pista VIP diante do palco, onde pudemos assistir ao show do Slash e banda bem de perto: mais um show memorável e sensacional.
     Consegui isso graças a muita persistência e determinação, enviando e-mails para uma promoção de encontro entre ídolo e fãs, escrevendo exaustivamente nas redes sociais a respeito, mencionando a tradução da autobiografia dele que fiz e o grande desejo de que esse sonho se realizasse.
É como tenho feito tudo, sempre com grande empenho. É como pretendo dar uma guinada na minha vida e recomeçar. Com as bênçãos de Deus, Jesus, Nossa Senhora e de São Miguel Arcanjo.
     Além de tudo em que acredito em termos religiosos, como devota de São Miguel Arcanjo, me sinto cada vez mais em paz, tranquila, lúcida, serena. Não tenho medo de que o mundo acabe e sempre rezo para São Miguel para que o nosso planeta como um todo passe por uma renovação, um recomeço. Temos de continuar preservando cada vez mais os recursos, cuidando da Natureza e respeitando-a, reciclando... enfim, tomando conta do nosso planeta como ele merece, para que esteja sempre aqui, belo, produtivo e maravilhoso, como Deus o criou. Temos de cuidar do planeta adequadamente como se fosse um jardim, para que não aconteça como naquela música de Elton John, “Empty Garden”, em homenagem a John Lennon. Ele era um grande homem, um homem maravilhoso e sábio cujos ideais, conceitos e ideias exemplificam o que as pessoas devem fazer para preservar o planeta Terra. Sem mencionar inúmeras outras pessoas engajadas, ativistas e gente caridosa como Madre Teresa e suas generosas ações para com a humanidade.
     Este tem sido um ano de aprendizado e me orgulho de tudo que descobri, de como venho evoluindo, tanto no plano terreno quanto no espiritual. Se estamos aqui para lapidar a alma, posso dizer que me sinto de alma lavada, que tenho encontrado muitas respostas, inclusive a da minha própria lucidez em muitos sentimentos e religiões... em todas as religiões que seguem e pregam os bons princípios e que se respeitam mutuamente, pois _ cada uma a seu jeito _ todas estas levam ao Criador Supremo.
     Isso me faz pensar no amor, no amor verdadeiro, pois é a coisa mais importante do mundo e das nossas vidas, quer seja o amor por uma alma gêmea, um filho, um irmão, um amigo. É através do amor incondicional que conquistaremos a tão almejada paz na Terra.

P.S.: De fato, a fase ruim no trabalho passou, graças a Deus, e estou traduzindo livros novamente para uma excelente editora. Tradução é a minha verdadeira vocação, afinal. E, é claro, eu adoro escrever um pouco.




NEW START

     2012: Year of the Dragon. It’s my sign in the Chinese horoscope, and I can say this has really been my year. If the Phoenix sign existed, though _ another magnificent mythological being, like the dragon itself _, I know it would also apply.
     I used to say, in an almost joking tone, that the fact that I was born in 12/12, at twelve o’clock, would have some special meaning in 2012. And it does have. I’ve been through a lot of changes this year, since the elimination of lots of pounds off my weight _ with a more balanced nutrition, walks, bike rides and physical exercises _ to the overcoming of several fears.
     What for some might look trivial, as taking a bus, it’s of fundamental importance to me, because the surpassing of a panic syndrome is priceless. Talking about price, I’ve also been experiencing what’s not to have my own money at all. After several months without a job, I can say I understand a bit about what’s like not having any resources at all, almost like how it is in times of war. And it’s not that I don’t have a good curriculum; on the contrary. My own blog is testimony of all the works I’ve been doing for more than twenty years as a translator, besides all the previous years working in companies.
     It must have been just a bad phase for work, which will certainly pass*. But, if it was not that good for work, it has been excellent in terms of personal growth. I don’t even know how many inestimable lessons I’ve been learning with so many kind of different people, how pleasurable getting together with them has been. And with my own family too, I’ve been having the opportunity to strengthen and straiten bonds. I’ve been finding old friendships, making new friends, and there’s my son, who is and always will be the most important person in the world to me.  
     I want to continue growing, improving myself. I’m determined to go back to my studies again, to do a post graduation when I can; probably in the marketing area, because I believe I’m capable of divulging my own work, that I have creativity, inventiveness and initiative. I’ve always advertised my blog, my work with my own resources. Today I want to go back to the working market investing in all my potential.
This has also being a year of big surprises, like the one when I met in person the best guitarist ever, in my opinion. Me and my brother, Fernando, have just watched the show of the opening band for Slash, squeezed in the regular floor when suddenly they announced my name, calling me. It all happened too fast and, all of a sudden, totally amazed, I was in front of the legendary guitarist. I was almost breathless, speechless, almost motionless. I recovered myself in time to exchange some phrases, to take a picture, and to get an autograph, because the show was about to begin. It was the most incredible sensation in the world, one of those magical things that happen sometimes _ as if I was in a movie about rock and fans, or something like that. Those were precious minutes I’ll keep in my mind forever, in my treasured memories. Afterwards, me and my brother _ welcomed by him in the same attentive, kind manner _ went to the VIP area in front of the stage, where we watched the show of Slash and band very closely: one more memorable and sensational show.
     I conquered that due to lots of persistence and determination, sending e-mails to an idol and fans’ meeting promotion, writing exhaustively in the social networks about it, mentioning his autobiography’s translation that I did and the immense wish that this dream would come true.
That’s the way I’ve always done everything, with big efforts. It’s how I intend to change things in my life and start all over again. With the blessings of God, Jesus, Holy Mary, and St. Michael.
     Besides everything I believe in religious terms, as St. Michael’s devotee, each day I feel more at peace, tranquil, lucid, serene. I’m not afraid thinking the world might end, and I always pray to St. Michael for our planet, as a whole, to go through a big renewal, a new start. We must continue preserving more and more the resources, taking care of Nature, and respecting it, recycling… taking care of our planet the way it deserves, so it will always be here, beautiful, productive and wonderful, the way God created it. We have to take care of the planet properly, as if it were a garden, so things won’t be like in that Elton John’s song, “Empty Garden”, composed as homage to John Lennon. He was a great man, a wonderful and wise man whose ideals, concepts and ideas exemplify what people should do to preserve planet Earth. No to mention uncountable other people engaged in that, activists and charitable people as Madre Teresa and her good deeds towards Mankind.
     This has been one year of learning and I’m proud of everything I’ve found, of the way I’ve been evolving, both in earthly as in spiritual dimensions. If we are here to lapidate the soul, I can say I feel that my soul is cleaner, that I’ve found many answers, including the one about my own mental health in many feelings and religions… in all religions that preach the good principles and respect each other mutually, for _ at their own way _, each one of them lead to the Supreme Creator.
     All this makes me think about love, about true love, because it’s the most important thing in the world and in our lives, not matter if it’s the love for a soul mate, a son, a brother, a friend. It’s through the unconditional love that we will conquer what we so much seek after: peace on Earth.


P.S.: In fact, the bad phase for work is gone, thanks God, and I’m translating
          books again for a great publisher. Translation is my real vocation, after
          all. And, of course, I love to write a bit.

Para maiores informações sobre o Horoscopo Chinês, consultei o site: http://delas.ig.com.br/comportamento/previsoes-para-2015/2014-12-16/horoscopo-chines-2015-carneiro.html




sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Gente que nos Inspira


As crônicas são a vida acontecendo nas ruas, sob inúmeros tetos, na memória das pessoas através das reminiscências. Há alguns meses conheci uma pessoa muito especial que me encantou com o seu jeito simples e espontâneo. Eu o conheci pelo que poderia ter parecido acaso, durante uma das idas ao parque, e estava lá de bicicleta quando fui entrando numa daquelas rodas de bate papo, onde uma senhora estava me contando sobre uns problemas com os filhos, e ele estava sentado ao lado, fazendo alguns comentários. Aos 95 anos, o sr. Emílio já havia perdido o filho de 60 e poucos anos e a esposa amada, de um casamento de cerca de 70 anos, a dna. Terezinha. Foi naquele momento que mais uma vez refleti sobre aquilo que sempre tenho dito. Não importa a idade das pessoas, mas a garra e a determinação, a vontade de viver. Achei interessante a maneira simples como o sr. Emílio me descreveu o dia-a-dia deles, nos últimos tempos do casamento, em que ele próprio encorajava a esposa nessa questão da idade, lhe dizendo que não havia porque se sentir envelhecida, pois eram felizes juntos e ele dizia: “Olha, a gente consegue pentear o cabelo, tomar banho, fazer uma comida, enfim, cuidar das necessidades diárias. Isso não tem preço.” A partir daí, ele foi me contando a sua história de exemplar de obstinação e luta.
Começou a trabalhar com 8 anos, sempre na companhia de gente mais idosa. Gracejando, disse que nasceu velho. Aprendeu a profissão de carpinteiro, mas antes lhe ofereceram emprego de sapateiro logo cedo, numa fábrica onde pagavam bem mais. Trabalhando com afinco, inventivo, bem disposto, teve uma fábrica de calçados com 18 anos, mas, como ainda não tinha a maioridade, só pode registrá-la depois dos 21. O sr. Emílio aprendeu cada vez melhor o ofício, mas o que gostava mesmo era da carpintaria, à qual pode se dedicar depois de aposentado, fazendo serviços gratuitos para a família. Com seu jeito franco, o cabelo branco, os olhos muito azuis e uma expressão de pura simpatia, ele me contou como conheceu a saudosa esposa, como acabou sendo praticamente um daqueles felizes acasos que levou a uma união tão duradoura como a deles. Mas acho que nada acontece por acaso, que as coisas estão destinadas a ser como são, embora eu também creia que, com fé, as pessoas possam até mudar o próprio destino, quando não é bom. O sr. Emílio, inclusive, me relatou um fato muito bonito, entre as inspiradoras histórias de vida que me contou. Muitas décadas atrás, quando o Espiritismo ainda não era tão bem compreendido como agora, imagino eu, pois ainda venho aprendendo sobre a religião, tentando entender o que, para leigos como eu, às vezes não se consegue definir, ele teve a iniciativa de se tornar espírita aos 15 anos.
Conversando a respeito, então, contou que, certa vez, numa segunda-feira, durante uma reunião de um grupo espírita, ouviram a campainha. Daí alguém comentou que não estavam esperando visitas, pois já haviam avisado que era o dia do encontro ali. Assim, foram abrir a porta e, extremamente surpresos, se viram diante do ilustre Chico Xavier.

Seis anos depois, numa sessão de autógrafos, a DNA. Terezinha estava na fila com o livro dele, à espera de cumprimentá-lo. Logo que a viu, o bondoso Chico Xavier citou o nome dela, a data, e o endereço do exato local onde havia estado todo aquele tempo depois.

domingo, 4 de janeiro de 2015

John Lennon - Imagine


http://youtu.be/bBW8g64Vzf8


Letra: Lyrics:


Imagine there's no heaven
It's easy if you try
No hell below us
Above us only sky

Imagine all the people
Living for today

Imagine there's no countries
It isn't hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too

Imagine all the people
Living life in peace

You may say, I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope someday you'll join us
And the world will be as one

Imagine no possessions
I wonder if you can
No need for greed or hunger
A Brotherhood of man

Imagine all the people
Sharing all the world

You may say, I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope someday you'll join us
»«
And the world will live as one
Imagine

Imagine não haver o paraíso
É fácil se você tentar
Nenhum Inferno abaixo de nós
Acima de nós, só o céu

Imagine todas as pessoas
Vivendo o presente

Imagine que não houvesse nenhum país
Não é difícil imaginar
Nenhum motivo para matar ou morrer
E nem religião, também

Imagine todas as pessoas
Vivendo a vida em paz

Você pode dizer que eu sou um sonhador
Mas eu não sou o único
Espero que um dia você junte-se a nós
E o mundo será como um só

Imagine que não ha posses
Eu me pergunto se você pode
Sem a necessidade de ganância ou fome
Uma irmandade dos homens

Imagine todas as pessoas
Partilhando todo o mundo

Você pode dizer que eu sou um sonhador
Mas eu não sou o único


Link:http://www.vagalume.com.br/john-lennon/imagine-traduzida.html#ixzz3NoZtyat4

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Sobre a Minha Tradução de Mente Saudável, Mente Brilhante

     Estou sempre falando sobre atividade física, embora como leiga e ex-sedentária assumida que, enfim, descobriu que o melhor para a saúde, de fato, é uma pessoa se exercitar, da maneira como pode e sob orientação médica. Mas, às vezes, costumamos nos esquecer dos exercícios para a mente, para mantê-la igualmente saudável. Como dica de leitura muito útil e interessante, deixo esta aqui sobre este livro que traduzi e me ensinou muito, Mente Saudável, Mente Brilhante, do dr. Richard Restak. 



Título Original:    Think Smart
Autor:                    Richard Restak              
Editora:                 Larousse
Ano/Tradução:     2010


Sinopse/Comentário:

Texto de leitura fácil, fluida. Apesar de todos os termos técnicos, eles são citados rapidamente e com uma explicação do que significam para que o leitor se situe, mas não tenha dificuldade de compreender. Serve tanto para leigos quanto para pessoas especializadas na área e para pessoas de todas as faixas etárias. Há uma ênfase no que pessoas mais velhas podem fazer para criar novos circuitos no cérebro (sinapses) a fim de compensar a perda natural de neurônios com o envelhecimento, mas todos os ensinamentos e dicas se aplicam a qualquer idade porque, quanto mais cedo uma pessoa começar a pôr em prática tudo que é necessário para o aprimoramento do cérebro, mais benefícios vai colher.
O dr. Restak, como neurocientista e escritor especializado no cérebro humano, baseando-se em conhecimento e experiências próprias e várias pesquisas e estudos de colegas, fez uma compilação de informações úteis para o aperfeiçoamento do cérebro, da memória (com dicas sobre exercícios físicos e mentais, jogos, dietas e nutrição adequada, comportamentos, testes) e para o que é possível fazer para a prevenção de doenças degenerativas como o mal de Alzheimer. Explica também sobre como ocorrem os vários processos no cérebro, contando coisas muito interessantes e desconhecidas pela maioria, e de que forma cada exercício age para que o leitor entenda realmente os benefícios dos conselhos e dicas que está seguindo, já podendo colocá-los em prática enquanto lê. Todas as orientações o livro que dá sobre o cérebro, para que seja mantido saudável e possa ser aprimorado, levam, conseqüentemente a uma qualidade de vida em geral bem melhor e à longevidade. Uma leitura bastante agradável, esclarecedora e útil.

Foto do livro original em inglês:

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Bicycle Quotes
















 







I’ve chosen this image (of internet public domain) to symbolize the blog because, when I see it, I imagine someone arriving in a pleasurable way (because I love to ride my bicycle) in a cozy place like a house, a book store, a café. That’s the way I hope visitors to feel in Blog Aprendizes de Escritores/Writers’ Apprentices Blog.  tj*¬


This is my bike “Pink Blossom”, my daily companion.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Sobre a Minha Tradução de Evidências da Vida Após a Morte


Título Original:    Evidence of the Afterlife
Autor:                   Jeffrey Long               
Editora:                 Larousse
Sinopse:
O dr. Jeffrey Long expõe seu estudo pioneiro sobre a experiência de quase morte e apresenta sua fundação, a NDERF e respectivo site. Ele cita vários pesquisadores anteriores, que publicaram livros e estudos nas últimas décadas, contando que foi através deles que surgiu o seu interesse em estudar a EQM, apesar de ter sido, em princípio basicamente cético por ser um homem da ciência. Depois que ouviu o seu primeiro relato de uma EQM de uma amiga, ficou impressionado e começou a estudar o assunto a fundo, passando a acreditar firmemente na existência da vida após a morte.
Os dois principais objetivos do livro são explicar a EQM e divulgar o estudo da NDERF. São explicados os elementos da EQM, como:
1. Experiência fora do corpo (EFC): separação da consciência do corpo físico.
2. Sentidos Aguçados
3. Emoções ou sentimentos intensos e geralmente positivos
4. Passagem por um ou dentro de um túnel
5. Encontro de uma luz mística ou brilhante
6. Encontro com outros seres; ou seres místicos, ou parentes ou amigos falecidos
7. Uma sensação de alteração de tempo ou espaço
8. Recapitulação de vida
9. Encontro de planos sobrenaturais (“celestiais”)
10. Encontro ou aprendizado de um conhecimento especial
11. Encontro de um limite ou barreira
12. Retorno ao corpo, voluntário ou involuntário
Na parte referente ao estudo, como foi feito através do site, o autor tem o cuidado de explicar cada etapa de sua realização e endossar sua validade, graças à metodologia séria e abrangente aplicada. O site onde o participante preenche um questionário relatando sua EQM também contém relatos de EQMs e várias partes traduzidas para outros idiomas, inclusive o questionário. Assim, há a possibilidade de que muitas pessoas de outros países, onde o inglês não é predominante, relatem sua EQM em seu idioma, para depois ser traduzida. Desse modo, no estudo há relatos de EQMs de várias partes do mundo, inclusive de países não ocidentais, o que permite um estudo transcultural. Ele concluiu que as EQMs são praticamente iguais em conteúdo no mundo inteiro, ou seja, que aquilo que as pessoas vivenciam é característico da própria EQM, não de suas culturas.
O livro foi feito com base em 617 EQMs selecionadas do site e estudadas/analisadas a fundo. Há várias passagens dos relatos de EQMs ilustrando o livro. O estudo fica ainda mais interessante pelo fato do autor ser médico e ter conhecimento especializado para poder apurar as ocorrências de morte clínica como verdadeiras. Ele se diz impressionado com o fato das pessoas terem uma consciência fora do corpo, pois ela ocorre em momentos em que o cérebro não tem atividade alguma, quando não pode haver consciência física. Outro tema que aborda são as EQMs dos cegos, inclusive cegos de nascença, que acabam “enxergando” durante a EQM. Há também relatos de curas inexplicáveis após uma EQM. O autor utiliza todas as características das EQMs para compor linhas de evidências, argumentando que uma ou duas já seriam surpreendentes, mas que as nove linhas de evidências que reúne formam uma prova irrefutável da existência da vida após a morte (essas nove linhas de evidências estão intituladas de Prova 1 a Prova 9 e compõem capítulos, onde explica uma a uma).

Comentários Sobre a Minha Tradução:
Pesquisei o suficiente para a tradução e a fiz totalmente de acordo com o original, como são as traduções, mas confesso que, como leitora também, esse assunto me intrigou. Claro que não sou especialista no assunto, como é o autor, que também faz um trabalho totalmente sério na sua área, mas acredito que esse assunto desperta a curiosidade de todos.
Acontece que, como o nome já diz, ter uma Experiência de Quase Morte é quase morrer. Evidentemente, é traumático quase morrer, como nos casos estudados pelo livro, que aponta as circunstâncias envolvidas nas respectivas situações de risco. Este é um assunto extremamente sério e não tem nada a ver com religião. E esse “quase morrer” não acontece apenas quando uma pessoa passa a ficar numa situação extrema numa mesa de operações; pode acontecer em variados tipos de acidentes ou ataques, segundo explica o autor. A “quase morte” descrita no livro e nas EQMs é o caso em que a pessoa está clinicamente morta, sem consciência e, portanto, não apta a ter sonhos e alucinações, e acaba voltando através da ressuscitação feita geralmente por médicos ou paramédicos. Em algumas situações de quase morte, algumas dessas pessoas passam por uma experiência surpreendente, tendo, digamos, um vislumbre, de como é o outro lado antes de ter a chance de voltar. Apesar de tudo, poderia se ter a impressão de que seria uma oportunidade mística ter uma EQM, mas não é algo que se possa escolher, nem muito menos induzir. Segundo o próprio autor alerta, ninguém deve buscar por conta própria aquilo que não lhe tiver sido determinado pela vida.
Na minha opinião pessoal quanto aos mistérios em geral, acho que já sabemos tudo o que nos é suficiente saber. Daí creio que essa seja a razão para esses "vislumbres" apenas, que certamente, creio eu, não devem ser ignorados. O autor, por sua vez, se empenha ao máximo para tentar elucidá-los, na medida do possível, com as suas pesquisas aprofundadas, segundo relata.
Antes de ler e traduzir Evidências da Vida Após a Morte (e, portanto, pesquisar bastante sobre o tema), eu mesma sabia bem pouco a respeito. Só ouvia aqueles casos de pessoas falando que tinham visto uma luz muito brilhante no final de um túnel e não entendia muito _ porque não tinha informações mais claras a respeito. Cada leitor, naturalmente, poderá formar a sua própria opinião depois de ler o livro, que é muito interessante. Esse livro do dr. Jeffrey _ um cientista cético que, através de informações e de seus estudos científicos, passou não apenas a acreditar, mas a pesquisar EQMs de modo aprofundado, separando o que julga verdadeiro do que não é _ é um trabalho abrangente sobre o tema. Pude entender que o maior problema que uma pessoa que tem uma EQM enfrenta, além do trauma em si, é a incredulidade alheia. Segundo o autor, ninguém acredita, alguns chegando a ridicularizar essa questão da luz no túnel, achando que a pessoa sonhou, ou teve alucinações ou enlouqueceu por um período. Não se sabe porquê, em se tratando de um assunto tão importante, ele é tão pouco divulgado pela mídia – o da EQM propriamente. O assunto de vidência já é mais abordado, mas observa-se também tanta charlatanice nas questões místicas que as pessoas ficam confusas e descrentes. É o que vemos, por exemplo, sendo mostrado no filme Além da Vida (Hereafter), de Clint Eastwood, com Matt Damon, que assisti recentemente e recomendaria a quem gosta do tema. Temos uma ideia do que é uma EQM através do filme, além da bela e sensível história, bastando apenas pesquisar mais a respeito quando houver interesse em buscar mais conhecimento.
Foi o que achei mais fascinante nesta tradução. É um assunto tão envolvente e interessante, com tantas evidências apontadas pelo autor, que não foi difícil traduzir o livro. Foi uma tradução que fluiu muito bem e é o que acontece quando apreciamos o assunto. Nem mesmo a minha espécie de “síndrome do jaleco” (eh,eh!) me fez sentir mal-estar diante de certas descrições de alguns dos acidentes (descrições imprescindíveis, no caso). Acho que não me senti mal porque, segundo o autor explica, acabamos sabendo que aquelas pessoas não morreram; que acabaram ficando bem. Então, essa parte não representou um obstáculo difícil a vencer na tradução. O dr. Jeffrey Long e sua equipe recrutam tradutores voluntários para traduzir os relatos sobre EQMs para outros idiomas a fim de que pessoas do mundo todo possam contar suas experiências e, do mesmo modo, mais pessoas possam ler a respeito. Tive até vontade de me oferecer como voluntária para algumas traduções também (encaixando-as de algum jeito na minha rotina atarefada), porque me interessei pelo trabalho dele e sei quanto é sério, e apenas não fiz isso por medo de todos esses detalhes médicos/clínicos/hospitalares que eu teria de explicar/pesquisar minuciosamente. E também não traduzo livros específicos de medicina e  de alguns outros que acredito que exijam um acompanhamento bem de perto de um profissional da respectiva área. De qualquer modo, é uma tradução que gostei muito de fazer.
Quem desejar mais informações sobre o assunto, além da leitura do livro, o dr. Jeffrey Long tem um site (disponível em inglês e vários outros idiomas, inclusive português) de sua Fundação de Pesquisas sobre EQMs, a NDERF, que pode ser facilmente localizado na internet.

sábado, 15 de novembro de 2014

Meu Próprio Livro – Trechos da Conclusão

Compartilho trechos da Conclusão do Meu Próprio Livro exclusivamente com os visitantes e seguidores do Aprendizes de Escritores, o blog que me dá tanta alegria e que, como sempre digo, vem sendo a minha escola de escrita.
 Muito obrigada por dividirem este espaço tão especial comigo. Felicidades!

Conclusão (trechos):

 (...) Só passei de sedentária a ativa depois que descobri que o segredo para se praticar atividade física é muito simples. Basta uma pessoa fazer aquilo que gosta nesse sentido, não importando o quê. Claro que ela deve procurar orientação médica e fazer o que for mais adequado às suas necessidades e condição física, mas, em termos gerais, pode-se optar pelo que traz satisfação. (...) Depois que você descobre o que gosta, é essencial incorporar isso à sua rotina diária, como se fosse uma refeição, faça sol ou chuva. Você não almoça, ou janta todos os dias, com alguma rara exceção? (...) Com esse espírito, a atividade física vai se tornando tanto uma parte do seu dia a dia que acaba sendo indispensável e realmente prazerosa. E se reflete em todos os aspectos da sua saúde também.
 (...) Além de me auxiliarem a emagrecer, a manter os níveis de colesterol, glicose, etc. normais, os exercícios me ajudaram a vencer uma síndrome do pânico que enfrentei durante um período muito difícil e a sair de um estado depressivo depois que tive uma estafa e uma subsequente fase de desemprego. Apesar de toda a experiência profissional. (...) Ainda vou escrever a respeito, no próximo livro de artigos e crônicas que já comecei a preparar, contando melhor essa fase complicada e a superação num dos textos. (...)
(...) Com muita fé e firme devoção a São Miguel Arcanjo, com determinação, esforço e ajuda de inúmeras pessoas, especialmente da minha querida amiga Mary G., posso dizer que nasci de novo. Mais uma vez. Afinal, a gente vive renascendo.
(...) Vou fazer 50 anos em dezembro de 2014 e me sinto muito feliz, me considerando com metade da vida ainda pela frente, embora o futuro a Deus pertença. Mas acho que é assim que todos deveriam viver. Sempre acreditando que há a vida toda pela frente, não importando a idade. A vida começa agora. (...)
(...) A vida não é fácil. Nada cai do Céu, e todos os clichês que já conhecemos. Estive num pesadelo que não desejaria a ninguém, enfrentei dificuldades financeiras, tive ajuda de uns, desprezo de outros. Infelizmente, alguns ainda valorizam as pessoas pelos bens materiais, não pela integridade, que é o que realmente conta. Mas tenho aprendido tanto. E tenho tentado transmitir o que venho aprendendo. (...)
     (...) Adoro conversar com as pessoas. Talvez seja também porque o trabalho de tradutor é solitário E essas pessoas que conheço têm tantas histórias interessantes para contar. E me inspiram a escrever mais e mais, vão parar nas minhas crônicas. Enfim, são coisas que não têm preço. (...)


Versões do Livro:
▪ Amazon   ▪ Clube de Autores    ▪ Saraiva
√  Impresso Ilustrado PB
√  Impresso Ilustrado Colorido
√  E-Book Ilustrado Colorido

Na Saraiva, está só em e-book. Na Amazon e no Clube dos Autores, dá para visualizar algumas páginas para ver por dentro.






quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Sobre as Ilustrações do “Meu Próprio Livro”


Dei ao “Meu Próprio Livro” de artigos e crônicas este título porque, enfim, publiquei o meu livro depois de ter me dedicado durante tantos anos _ e continuar me dedicando _ às obras de outras pessoas através das minhas traduções. Eu o ilustrei com fotos que venho tirando por hobby ao longo do tempo, incluindo várias que são bem recentes. Valorizo muito os fotógrafos profissionais e acho que a fotografia é uma arte, como digo num dos artigos do livro chamado “O Hobby de Fotografar”. Neste caso, contudo, fiz questão de utilizar fotos de amadora que eu mesma tirei porque usei algumas para as colagens que gosto de fazer e também apliquei efeitos em todas em PB. Uma vez que um livro impresso com ilustrações coloridas fica muito caro, eu publiquei o meu também numa versão idêntica com efeitos que criei em PB nas minhas fotos. De qualquer modo, eu o lancei também colorido porque é o mesmo material que usei para o e-book ilustrado, que, no caso, fica bem mais acessível.
Eu não teria tido condições de arcar com ilustrações profissionais na minha publicação independente, mas as recomendo para quem pode adquirir tal serviço, como também fotos profissionais. No meu caso, porém, essas fotos que usei para ilustrar o livro significam muito para mim e, embora sejam simples, feitas sem as técnicas e experiência dos profissionais da área, achei-as perfeitas para ilustrar meu livro de autoajuda pelo significado delas. São algumas das fotos que venho tirando durante passeios com a família, ou ao praticar exercícios no parque, ou enquanto faço caminhadas ou ando de bicicleta.
São fotos repletas de sentimentos, que tirei feliz, ou tocada pela beleza singela, mas, ao mesmo tempo, esplêndida, dos lugares que me cercaram, enquanto venci alguns obstáculos, quando me senti cheia de esperança para o futuro, abençoada por estar saudável e viva, confiante o bastante para estar naqueles lugares. Várias foram tiradas com a pura alegria de estar bem depois de ter superado um período muito difícil na minha vida, sobre o qual comentarei mais com o tempo.
Fiz o livro partindo do zero, inteiro, sem gastar dinheiro algum, da maneira que foi possível e disponível para mim, com uma edição amadora _ mas com não menos empenho e capricho por isso _ e posso dizer humildemente que estou muito orgulhosa do resultado.

Sendo o Aprendizes de Escritores, entre outras coisas, um blog também sobre escrita, espero que esta minha publicação, que é um sonho que, enfim, realizei e que me encorajou a novos projetos, sirva como um incentivo a mais a todos para que também publiquem suas coisas.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

About the Illustrations in My Book: “Meu Próprio Livro”

The text below “Photography as a Hobby” will be part of my version of “Meu Próprio Livro” in English, which I’m translating to publish as soon as I can. The self-help book of articles and chronicles will be illustrated in the same way the one in Portuguese is with the pics I’ve been taking for some time as a hobby, including several of them that are very recent. I value  the professional photographers, and I think photography is an art, as I say in the text below. In this case, however, I made it a point to use my own pics because I’ve destined some of them to make collages I like and I also turned all of them into BW images through some effects. As a full color book is very expensive to print, I published it also in a version in BW, but I launched it in a full color paperback because it’s the same material I used in the full color illustrated e-book, which, in the case, is much more reasonable in price.
I wouldn’t have been able to afford professional illustrations in my indie publication, but I sure recommend them to those who can have this service as well as professional pics. But, in my case, these amateur pics I used to illustrated the book mean a lot to me, and though they are simple, without the techniques and expertise professionals use I thought they were perfect to illustrated my articles and chronicles book because of their meaning. These are pics I’ve been taking during outings with my family, or while I exercise in the park, or while walking or biking.
They are pics full of feelings, which I took when I was happy, or overwhelmed by the simple but at the same splendid beauty of my surroundings, when I was overcoming some obstacles, when I was full of hope for the future, when I was feeling blessed to be healthy and alive, and confident enough to be in those places. Lots of those pics were taken with the pure joy of being well after overcoming a very difficult period in my life, which I’ll comment better with time.
I made my book from scrap, all of it, spending no money, the way it was possible and available to me through an amateur edition _ though with no less care or diligence for that reason _, and I can humbly say I’m very proud of the result.

As Aprendizes de Escritores/Writers’ Apprentices is a blog about writing, among other things, I hope this book of mine, which is a dream that has finally come true and has given me incentive to dedicate myself to other projects as well, serves as an extra encouragement for all of those who also want to publish their things.


***************************************

Photography as a Hobby

     I love to take pictures, but with a simple camera, as most people do. They’re pictures of an amateur, unpretentious pictures I’ve always taken the way I know, without the aesthetic considerations and techniques of the area professionals. I also enjoy creating collages and mosaics with these pictures.
     They are pictures I take during common outings, especially of landscapes, flowers, parks, or even of interesting things on the streets…  There are amazing urban landscapes. I use to photograph almost everything I think is beautiful, pleasant _ things I like to eternalize together with my memories (those memories of good times when we feel so great). Of the zoo giraffe only, for instance, I must have some two hundred pictures! But I take pictures as a hobby because I’m in the Letters area.
     It’s not the camera that takes the pictures, but the photographer. There’s, therefore, a big difference between professional and amateur photographers like me. Those who take pictures as amateurs, do it as a hobby and just for fun.
     Professional photographers are sensitive and they’ve got the gift to take the best out of an image with theirs lens and transmit it to those who see it later. They study a lot, they master the use of their equipment and use several techniques. They know the best angles, make the due framing and perfectly catch the light. Photography is an art.
     Thus, no matter how sophisticated the equipment, nothing can replace the real photographer when it comes to professional photography.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Vida de Escritor

     Você publicou seu primeiro livro. Sonho realizado!
     Não houve um evento de lançamento, nem noite de autógrafos, nem mesmo um jantar especial num restaurante chique.
     Você comemorou. Com sua inseparável xícara de café pelando e uma fatia de bolo de fubá, porque você também cozinha _ ou por necessidade ou por gosto. Com o devido orgulho, você comentou com meio mundo que publicou seu livro. Todos ficaram admirados, lhe deram os efusivos parabéns, falaram que mal podiam esperar para ler.
     Ninguém comprou o seu livro, ninguém leu _ nem mesmo o e-book, que é bem mais barato. Nem mesmo para dar uma força. Por quê? O seu livro não é interessante? Deve ser, mas o fato é que, na vida corrida de hoje em dia, a maioria das pessoas não consegue dar conta de tantas coisas para fazer em tão pouco tempo. (Eu mesma tenho uma pilha de livros interessantes só à espera de eu arranjar tempo para lê-los.) E a maioria das pessoas também não tem dinheiro para mais nada.
     Não importa. Você prometeu a si mesmo que, quando tiver dinheiro, vai comprar uns exemplares para dar de presente para algumas pessoas. Nem que seja para enfeitar a estante. Bem ou mal, como uma recordação sua. Até agora, só deu para comprar o seu próprio exemplar _ e olhe lá! E não que você esteja tão preocupado com as vendas em si. Para um escritor, o mais importante é que alguém leia aquilo que escreveu com tanta dedicação.
     Nada abala você. Continua com os seus projetos, vai publicar mais coisas. Nada de ficar naquela de escritor de um livro só. Nesse meio tempo, faz o seu marketing caseiro para divulgar o seu livro, o seu “precious”. Faz postagens exaustivamente no Twitter, cria uma página especialmente para ele no facebook. Implora a todo mundo para curtir sua página.
      Há quase sempre duas hipóteses possíveis, mas costuma haver um só resultado. A primeira é quando poucos curtem a sua página, porque a maioria nem sequer vê a mensagem que você enviou pedindo para curtir, ou esquece, ou deixa para lá achando que isso não tem a menor importância para você. E não deveria ter porque, na segunda hipótese, você conquista milhares de curtidas para a página do seu livro e centenas de retweets nas suas postagens, mas chega ao tal resultado único. Ninguém lê, nem suas postagens e muito menos o seu livro. Comprar, então, é raro. Salvo exceções como as das celebridades, você pode ter duzentas mil curtidas na sua página e terá 3 curtidas em uma ou outra postagem e capa, ou perfil.
Descaso? Não. Praticamente ninguém tem tempo para ler as páginas que curte no facebook, nem os tweets porque a enxurrada de informações é gigantesca, absurdamente grande para que alguém consiga dar conta.
Fazer o quê? Você prossegue incansável com seu marketing caseiro, o seu único meio de divulgação gratuito. Qualquer tipo de marketing positivo é válido, indispensável, para quem quer tentar vender seu peixe. De repente, porém, você percebe que isso anda tomando tanto o seu tempo que não está se dedicando como deveria aos seus próximos projetos. Já teria dado tempo para publicar mais uns três livros. E para que mesmo, se ninguém vai ler, ou comprar?, você se pergunta no final das contas. Bem, como se diz, a esperança é a última que morre... E você prossegue.
     Prossegue durante o tempo que lhe sobra na sua rotina corrida, porque você também tem que trabalhar. Tem que ganhar seu sustento de algum jeito. Já basta ouvir os que lhe perguntam: “Mas para que perder tempo publicando livros? Isso não dá dinheiro. Por que não usa o seu tempo fazendo alguma coisa mais útil? Mais lucrativa?” A sua satisfação pessoal, aquela que não tem preço? É praticamente só ela que vai motivando você.
     Imperturbável, lembra a si mesmo que até pouco tempo nem sequer havia a facilidade de publicar de graça. Lançar um livro parecia uma coisa do outro mundo. Lembra de todos os que jamais chegaram a publicar algo, ou dos que nem sequer podiam contar com um blog para escrever. Então, apesar de todas as dificuldades, publicar de maneira independente vale a pena? Muito. No mínimo, _ e acima de tudo _ você deixará um legado para os seus filhos. As suas palavras. Sem mencionar que é sempre bom para o currículo.
    Você também pensa também em todos os escritores que foram consagrados apenas postumamente, nas dificuldades que enfrentaram, nos calos que cresceram em seus dedos ao manusearem a pena interminavelmente ao longo de pergaminho após pergaminho. Não que você esteja se comparando. Afinal, em meio a inúmeros tipos de escritores, cada caso é um caso. E existem até os muito bem-sucedidos, os que ganham rios de dinheiro merecidamente com obras brilhantes, ou com porcarias, devido ao marketing, ou sorte, ou sabe-se lá o quê.
Não importa. Você prossegue. Inabalável. Nasceu escritor.